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O PT reagiu a uma entrevista do diretor da Polícia Federal e quer usar uma lei que fala do papel do vice para levar Fernando Haddad aos debates

Haddad foi escolhido como vice de Lula, que está preso. (Foto: Ricardo Stuckert/Fotos Públicas)

O Partido dos Trabalhadores reagiu à entrevista com o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro, publicada no jornal Estado de S. Paulo neste domingo (12). Além disso, segundo a Folha de S. Paulo, auxiliares do PT na área jurídica já preparam argumentos para tentar garantir a participação do ex-prefeito Fernando Haddad como substituto de Lula nos debates e sabatinas. Citarão o artigo 79 da Constituição que fala do papel do vice-presidente.

O texto diz que o vice deve auxiliar o presidente “sempre que por ele convocado para missões especiais”. O argumento será o de que, se empossado, o vice desempenha tal papel, por simetria seria possível fazer o mesmo no período eleitoral.

Entrevista do diretor da Polícia Federal

O PT emitiu uma nota, neste domingo, onde a legenda criticou o que qualifica como “abuso de autoridade” e “violência jurídica” após as declarações do diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro. O partido afirmou que as declarações de Galloro são um retrato do sistema atual, que teria como objetivo evitar um novo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula foi condenado em primeira e segunda instâncias na Operação Lava-Jato pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex em Guarujá (SP). A Justiça estipulou pena de 12 anos e um mês.

Na entrevista, a primeira desde que assumiu o cargo, há cinco meses, o diretor da corporação relata detalhes das negociações para prender o ex-presidente e cita que 30 policiais estavam prontos para invadir o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC caso Lula não se entregasse. Detalha também os bastidores da ordem do desembargador Rogério Favreto para soltar Lula e a contraordem do juiz Sérgio Moro em 8 de julho.

“É um verdadeiro retrato do sistema podre a que estamos submetidos”, diz a nota. “A ilegalidade da prisão de Lula e da revogação do habeas corpus concedido a ele naquele domingo (8 de julho) já haviam sido denunciadas pela comunidade jurídica. Mas é ainda mais escandalosa a desfaçatez de agentes do Judiciário e da Polícia Federal, ao expor em público sua conduta ilegal e as razões políticas que os moveram”, afirma o documento.

Situação incomum

Em entrevista ao Globo, Fernando Haddad admitiu que a situação da chapa de seu partido é, no mínimo, “incomum”.

“Temos um candidato que lidera as pesquisas, mas está preso sem provas. Se ele [Lula] tivesse sido condenado com provas, estaríamos discutindo em outras circunstâncias. Nossa posição é que não abriríamos mão de nenhum recurso para levar a candidatura Lula até as últimas consequências, denunciando o casuísmo. Isso faz com que haja essa situação (confusa), dentro e fora do PT, dado a um ineditismo que exige soluções também novas”, afirmou o político.

Capricho

Haddad afirma que o partido tem um compromisso moral com o Lula. “Todas as pesquisas que fazemos revelam o sinal claro de que o eleitor não quer abrir mão do Lula. Se a Justiça vai tomar uma decisão casuística, a decisão é dela, não pode ser nossa. Manter a candidatura dele não é um capricho, é um posicionamento político”, explicou.

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