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O Rio Grande do Sul criou mais de 22 mil empregos com carteira assinada em fevereiro, desempenho recorde para o mês nos últimos cinco anos

Desemprego sobre e atinge mais de treze milhões. (Foto: EBC)

Em fevereiro, o Rio Grande do Sul teve um saldo de 22.463 empregos formais (com carteira assinada), melhor resultado para o segundo mês do ano desde 2014. Conforme relatório divulgado nessa segunda-feira pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia, 72% acima do registrado no segundo mês do ano em 2018

Esse desempenho deixou o Estado no quarto lugar no ranking nacional, liderado por São Paulo (62.339), Minas Gerais (26.016) e Santa Catarina (25.104). No que se refere a todo primeiro bimestre, o Estado gaúcho somou 34,98 mil admissões a mais do que demissões.

O município gaúchos que mais criaram vagas em fevereiro foram Vacaria  (2,85 mil), Caxias do Sul (2,14 mil), Venâncio Aires (1,56 mil) e Santa Cruz do Sul (1,49 mil).

Os segmentos com maior contribuíram para essa posição foram a indústria de transformação (mais de 11 mil vagas, com alta de 1,76%), serviços (5,5 mil novos empregos, 0,55% a mais) e agropecuária (4,7 mil vagas geradas, em uma elevação de 5,08%). Apenas o comércio teve queda nesse aspecto (67 postos formais de trabalho fechados, o que representa uma queda de 0,01%).

Brasil

Em âmbito nacional, a economia brasileira gerou um total de 173.139 vagas de trabalho com carteira assinada, diferença foi obtida com 1.453.284 contratações para 1.280.145 demissões no período. Trata-se do melhor resultado para o segundo mês do ano desde 2014.

Na avaliação do secretário-especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, esse desempenho foi “bastante expressivo” e acima das projeções mais otimistas do mercado financeiro, que previa algo em torno de 82 mil vagas).

Das 27 unidades federativas do País, 20 apresentaram desempenho positivo nesse quesito em fevereiro. Em primeiro lugar estão São Paulo (+62.339), Minas Gerais (+26.016) e Santa Catarina (+25.304 vagas), enquanto as lista de demissões é encabeçada por Pernambuco (-12.396), Alagoas (-2.255) e Rio Grande do Norte (-2.249).

O Sudeste e o Sul lideram o levantamento por Regiões, respectivamente com 101.649 e 66.021 vagas, seguidas pelo Centro-Oeste (14.316) e Norte (3.594). Em último aparece o Nordeste, com saldo negativo de 12.441).

Avaliação

“Trata-se de uma demonstração de que as mudanças propostas na economia, com a flexibilização, desburocratização, retirada de entraves e uma visão mais liberal passam confiança à economia real, no sentido de retomar o processo de contratações”, enfatizou o titular da pasta.

Marinho acrescentou que a expectativa da área econômica do governo é de que essa “pegada” na criação de empregos com carteira assinada seja mantida. Ele prevê, ainda, que o equilíbrio nas contas públicas – uma das metas perseguidas pelo governo federal, favorecerá a geração de empregos.

“A pauta mais importante do governo é o equilíbrio fiscal, representado pela reforma da Previdência, que hoje é uma pauta de todo o país. Do Executivo, do Legislativo e do Judiciário”, concluiu.

No que se refere ao período janeiro-fevereiro, os números oficiais do governo apontam a criação de 211.474 vagas formais de trabalho. Já para os últimos 12 meses, o Ministério contabilizou a criação de 575.226 empregos com carteira assinada.

Com o resultado de fevereiro, o estoque de empregos estava, no final daquele mês, em 38.622 milhões de vagas, contra 38.047 milhões no mesmo mês do ano passado.

Setores

Os números do governo sobre fevereiro revelam que houve abertura de vagas em sete dos oito setores da economia. O maior volume foi registrado no setor de serviços. Já a agropecuária foi o único setor que mais demitiu do que contratou.

– Indústria de Transformação: +33.472;

– Serviços: +112.412;

– Construção Civil: +11.097;

– Extrativa Mineral: +985;

– Comércio: +5.990;

– Administração Pública: +11.395;

– Serviços Industriais de Utilidade Pública: +865;

– Agropecuária: -3.077.

Trabalho intermitente

De acordo com o governo federal, foram realizadas em fevereiro 8.299 admissões e 3.953 desligamentos na modalidade intermitente, ou seja, realizado esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, mediante remuneração por período trabalhado. Com isso, houve um saldo positivo de 4.346 empregos no período.

Foram registradas ainda, no mês passado, 8.518 admissões em regime de trabalho parcial e 5.114 desligamentos, gerando saldo positivo de 3.404 empregos.

O salário médio de admissão foi de R$ 1.559 no segundo mês de 2019. Em termos reais (após a correção pela inflação), houve alta de R$ 0,89 (0,06%) no salário de admissão, em comparação a fevereiro do ano passado. Em relação a janeiro de 2019, porém, houve queda real de R$ 67,13 (13%) no salário médio de admissão.

(Marcello Campos)

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