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O Rio Grande do Sul e Minas Gerais puxaram a alta da indústria em setembro, apontou o IBGE

Em todo o País, indústria cresceu 0,3% na comparação com agosto. (Foto: Agência Brasil)

Os Estados do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais foram os principais responsáveis pela expansão de 0,3% na produção industrial brasileira no mês de setembro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (8) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). No Estado do Sul do Brasil, a indústria cresceu 2,9% na comparação com setembro, em Minas, a alta foi de 2,4%.

Ao todo, dez dos 15 locais pesquisados tiveram expansão na produção. A maior alta foi registrada na Bahia, de 4,3%, seguida pelo Espírito Santo, com alta de 2,5%. Mas, como a indústria é menos expressiva nesses Estados, ela tem peso menor na composição da taxa nacional.

Foram registradas, ainda, altas em Pernambuco (2,3%), Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2%), Paraná (1,3%), Região Nordeste (3,3%) e Ceará (0,2%).

Na outra ponta, a queda mais intensa ocorreu no Pará (-8,3%), eliminando o crescimento verificado em agosto (8,2%). “Amazonas (-1,6%), São Paulo (-1,4%), Rio de Janeiro (-0,6%) e Goiás (-0,1%) completam o quadro de resultados negativos”, aponta o IBGE.

Influências

“Minas Gerais teve o maior peso no indicador de setembro, devido à influência positiva da indústria extrativa, especialmente minério, que representa 18% da indústria do Estado. O índice de 2,4% é a taxa mais intensa desde janeiro, quando alcançou 2,6%”, apontou em nota o analista da pesquisa, Bernardo Almeida.

Ele explica que o segundo peso positivo foi do Rio Grande do Sul, 2,9%, puxado pela fabricação de móveis, que tem grande influência na indústria gaúcha. “Trata-se da primeira taxa positiva depois de dois meses de resultados negativos, eliminando, parcialmente, a perda acumulada nos dois meses anteriores de 5,6%”, disse.

Em São Paulo, houve pressão negativa da produção de veículos e de alimentos. Segundo o pesquisador, uma das razões é a falta de escoamento da produção devido à crise na Argentina e cautela nas decisões de consumo das famílias.

“Já o setor de alimentos teve pressão negativa por parte da produção de açúcar, que está se encaminhando para a entressafra e pelo fato de parte da produção ter sido destinada para a fabricação de etanol”, apontou em nota.