Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Capa – Caderno 1 Quase 4 mil toneladas de peixes serão vendidas no período da Semana Santa no Rio Grande do Sul

Quando comparado com o preço médio praticado no ano passado, o aumento foi de pouco mais de 7%. (Foto: Rodolfo Oliveira /Arquivo Ag. Pará/Fotos Públicas)

Quase 4 mil toneladas de peixes serão vendidas no período da Semana Santa no Rio Grande do Sul. A estimativa foi apresentada pela Emater/RS-Ascar após levantamento feito em 402 dos 495 municípios onde a instituição atua. Comparado com o ano passado, o número de escritórios informantes diminuiu, reduzindo em aproximadamente 10% o volume a ser comercializado, que passa de 4.346.912 quilos para 3.890.601 quilos. O valor representa entre 20 e 25% da produção total de peixes no Estado.

Quando comparado com o preço médio praticado no ano passado, o aumento foi de pouco mais de 7% (passou de 13,06 reais para 14,01 reais), o que projeta a venda aproximada de 55 milhões de reais. A Emater/RS-Ascar planeja e executa várias atividades nas áreas de piscicultura durante o ano com os agricultores.

“O RS é embrionário na produção e no consumo de peixes”, afirma Henrique Bartels, assistente técnico estadual em Piscicultura da Emater/RS-Ascar. Segundo ele, enquanto no Brasil a produção ultrapassa as 500 mil toneladas, no RS é em torno de 20 mil toneladas. Entre as espécies mais consumidas estão carpas, tilápias, tainha, jundiá, traíra, violinha e piava, todos vendidos nas formas de filé, inteira e eviscerada, e camarão, descascado e inteiro.

Feira do Peixe

A Feira do Peixe de Porto Alegre chega à sua 238ª edição. A abertura ao público será nesta segunda-feira, às 10h, no Centro Histórico. Na quarta-feira, no mesmo horário, começam as feiras do peixe dos bairros Restinga e Belém Novo, que seguem até as 12h, de sexta-feira. A feira integra o calendário oficial da semana de Porto Alegre.

A solenidade de inauguração oficial ocorre na terça-feira, às 11h, no Largo Glênio Peres. O espaço contará com 3,45 mil metros quadrados, em frente ao Mercado Público, que abrigará 54 bancas de pescado e quatro bancas de alimentação, onde serão servidos bolinhos, espetinhos de peixe e a tradicional tainha na taquara. A banca com peixes vivos é outra atração que agrada ao público.

Assim como em 2017, a feira não utiliza recursos públicos, todo o valor do evento é capitaneado pelos feirantes da Colônia Z5 de Pescadores e da Associação de Pescadores com o apoio da Divisão de Fomento Agropecuário da Diretoria de Indústria e Comércio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico. Na edição do ano passado, foram comercializadas, entre os três pontos de venda, 407 toneladas de pescado, o que equivale a 5,6 milhões de reais. Foram vendidas 32 toneladas a mais do que a edição de 2016 que atingiu 375 toneladas e foram gastos dos cofres públicos 178 mil reais com a feira.

“Este evento simboliza o empreendedorismo dos pescadores, constituindo um atrativo cultural e turístico para a cidade, que vem há mais de dois séculos, gerando emprego e renda para a cidade.”, afirma Leandro de Lemos, secretário municipal de Desenvolvimento Econômico. Na edição anterior, os peixes mais procurados foram a tainha, a corvina e a carpa. “O maior movimento foi no Centro Histórico, por onde passaram cerca de 720 mil pessoas durante os quatro dias da feira”, afirma Frydda Leonardi Monteiro, do setor de fomento à agropecuária da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico.

 

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