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Robô Curiosity, da Nasa, flagra um eclipse solar em Marte

As sequências de imagens foram capturadas em 17 e 26 de março. (Foto: Nasa/Divulgação)

O robô Curiosity, conhecido como Laboratório de Ciência de Marte (MSL, na sigla em inglês), usou seus “óculos de eclipse” e conseguiu flagrar a sombra das luas de Marte passando entre o Planeta Vermelho e o Sol. O resultado está em GIFs divulgados pela Nasa (agência espacial norte-americana) nesta quinta-feira (4).

Ao contrário da Terra, Marte tem duas luas que orbitam ao seu redor. A lua Phobos é a maior delas, com 11,5 quilômetros de diâmetro.

Por isso, a sombra provocada quando ela transita em frente ao Sol, para um observador que estiver na superfície de Marte, é maior do que a que foi causada pela lua Deimos, que tem 2,3 quilômetros de diâmetro, em 17 de março.

Óculos de eclipse

A agência especial norte-americana explicou, nesta quinta, que a captura das imagens só foi possível porque o Curiosity está equipado com “óculos de eclipse”. Na verdade, trata-se de um conjunto de filtros na câmera acoplada ao robô, que “permite que ele olhe diretamente para o Sol”.

“Nas últimas semanas, o Curiosity tem colocado [os filtros] em uso e nos enviou algumas imagens espetaculares de eclipses solares provocados pelas luas Phobos e Deimos”, afirmou a Nasa.

Dias marcianos

O Curiosity está em Marte desde novembro de 2011, em uma missão exploratória da Nasa. Desde então, os cientistas que trabalham no programa contam o tempo de estada do robô no planeta vizinho à Terra tanto usando o calendário terrestre tanto com o cálculo de “dias marcianos”, que duram 25 horas.

Em 2018, a Nasa fez uma seleção de algumas das imagens mais bonitas de Marte já enviadas pelo Curiosity.

Recrutamento

Está cansado de não dormir nem 6 horas por noite? A Nasa pode te dar um fio de esperança – ou de inveja. Isso porque doze (sortudas) mulheres serão escolhidas para um único trabalho: deitar-se em uma cama, em uma sala privada, por 60 dias. Dois meses de repouso e relaxamento absoluto, em nome da exploração espacial.

O estudo colaborativo entre Nasa, Agência Espacial Alemã e Agência Espacial Europeia é intitulado AGBRESA (Repouso de Leito por Gravidade Artificial). Mas não será exatamente o que você imagina. Há um detalhe muito importante: as camas utilizadas serão inclinadas seis graus abaixo do corpo na parte da cabeça. Isso servirá para simular as consequências fisiológicas da microgravidade, como no espaço.

O experimento quer entender o que acontece com o corpo quando submetido a essas condições, para tentar contrabalançar suas consequências. Por conta da microgravidade, os astronautas costumam ficar vermelhos e inchados após as viagens. Isso é resultado da transferência de fluidos corporais para a cabeça — e pode resultar até na quebra de alguns músculos e ossos. Esse fenômeno é conhecido como “puffy head bird legs“, algo como “síndrome das pernas de pássaro inchadas”.

Além do longo repouso, dois terços das participantes terão um pouco mais de “emoção” na empreitada: participarão de uma “centrífuga humana”. Ela girará as voluntárias 30 minutos por dia, de acordo com o site da agência alemã. A máquina gera gravidade artificial que ajuda a redistribuir os fluidos uniformemente por todo o corpo, um possível contrapeso às consequências da microgravidade.

Para combater esses efeitos nas atuais expedições, os astronautas precisam passar boa parte do dia se exercitando, o que resulta em precioso tempo de voo amarrado em uma esteira. Em comparação, 30 minutos em uma centrífuga teriam o mesmo efeito e liberariam um tempo enorme do dia para eles realizarem as missões.

O teste acontecerá em uma instalação chamada envihab (derivado das palavras “Meio Ambiente” e “Habitat”, em inglês): um centro de pesquisa operado pelo Instituto de Medicina Aeroespacial da Agência Espacial Alemã.