Últimas Notícias > Capa – Destaques > O Inter empatou com o Atlético-PR em 2 a 2 pelo Brasileirão

O senador Magno Malta recusou o convite do presidenciável Jair Bolsonaro para ser vice na sua chapa

A decisão de Malta é de disputar a reeleição ao Senado. (Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

Cortejado para integrar a chapa do pré-candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR-ES), por meio de sua assessoria, confirmou que não será o vice na chapa. O parlamentar capixaba decidiu que irá disputar a reeleição ao Senado. Bolsonaro negocia aliança com o PR de Valdemar Costa Neto, condenado pelo envolvimento no escândalo do mensalão, para aumentar o tempo de TV e contar com uma organização maior nos Estados.

Segundo a assessoria do senador, a decisão de Magno Malta foi antecipada em entrevista para o Diário do Nordeste, na segunda-feira (9), durante evento na Assembleia Legislativa do Ceará, quando o senador afirmou que é “importante no Senado” e que Bolsonaro será presidente “com qualquer outro vice”.

“Por que o vice de Bolsonaro é essa insistência que a imprensa nacional quer? Tem alguma coisa por trás disso. É o cara botar o pescoço de fora e começar a ser escrachado antes da hora? O que tenho perguntado é o seguinte: será que para a sociedade, para as famílias, a minha luta em defesa das crianças, será que vale a pena eu ficar calado? Digo para ele (Bolsonaro): vocé é presidente sem mim, com qualquer outro vice. Tenho que avaliar é a minha importância, e, na minha cabeça, sou importante é no Senado”, disse Malta, segundo o Diário do Nordeste.

Parlamentares do PR, que integram o comando de campanha de Bolsonaro, confirmaram que Malta já negou ao partido a possibilidade de ser vice do ex-capitão do Exército, mas afirmam que o grupo ainda trabalha para convencê-lo. “Ele (Magno Malta) já disse que não seria vice, mas estamos trabalhando para que ele seja. O centro está esfarelado. O Brasil não acredita nesse centro. No meu sentimento, o PR vai com Bolsonaro”, diz Lincoln Portela (PR-MG).

Malta não deu detalhes sobre o motivo de não aceitar o convite. Com o PSL, Bolonaro teria apenas oito segundos no bloco de propaganda eleitoral no rádio e na TV, que tem 12m30s, e uma inserção publicitária na programação a cada três dias. Com o PR, ganharia mais 45 segundos por bloco e teria direito a duas inserções por dia.

“Vocês querem que eu fique sem televisão, é isso? Eles têm R$ 1,7 bilhão para me ferrar. Está todo mundo contra mim, o centrão e a esquerda, estou sozinho. É R$ 1,7 bilhão que vai ser usado pela campanha deles pra dar porrada em mim. Eu vou ficar com 8 segundos de televisão e as mídias sociais? No Facebook, até poucos meses, qualquer postagem chegava a 1 milhão, agora para chegar a 100 mil é um sacrifício”, afirmou Bolsonaro na semana passada.

 

 

 

 

Deixe seu comentário: