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Brasil O setor de serviços e o comércio criaram 75% das vagas de trabalho intermitente e parcial após a reforma trabalhista

Esse foi o maior resultado mensal da série histórica iniciada em janeiro de 2011. (Foto: Divulgação)

Desde a entrada em vigor da reforma trabalhista, o setor de serviços e o comércio foram responsáveis por mais de 75% das vagas criadas nas modalidades de trabalho intermitente e regime parcial, de acordo com um levantamento feito pelo site G1 com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho.

Os números apontam ainda que a criação de vagas nas novas modalidades regularizadas pela reforma trabalhista representam cerca de 7% do total de 392 mil postos abertos no País neste ano – abaixo da previsão inicial do governo, que tinha a expectativa de que a reforma criasse 2 milhões de empregos em três anos.

O trabalho intermitente ocorre esporadicamente, em dias alternados ou por algumas horas, e é remunerado por período trabalhado. Já o regime de trabalho parcial é aquele em que o empregado tem até 30 horas semanais de serviço contratado.

De novembro de 2017, quando a reforma entrou em vigor, até junho de 2018, foram criadas 35 mil vagas de trabalho nessas duas modalidades – sendo 26 mil concentradas no setor de serviços e no comércio. Já o setor da indústria criou 4,1 mil vagas (11%), enquanto a construção abriu 3,6 mil (10%).

Isoladamente, o setor de serviços lidera a criação de postos intermitentes e em regime parcial. No período analisado, o setor criou 8,5 mil vagas de trabalho intermitente e 7,4 mil em regime parcial. O número significa que, de todas as vagas criadas nessas duas modalidades de trabalho, 45% foram no setor de serviços. Já o comércio, sozinho, representa uma fatia de 30% do total de vagas de trabalho intermitente e em regime parcial criadas desde a reforma trabalhista.

O Ministério do Trabalho também aponta que os profissionais com ensino médio são maioria entre os que aceitam uma vaga de trabalho intermitente. Em junho, 77% das vagas nessa modalidade foram preenchidas por pessoas com esse nível de escolaridade. Já no trabalho em regime parcial, foram 60% das vagas.

Desde a entrada em vigor da reforma trabalhista, o País já teve a criação de cerca de 35 mil vagas de trabalho intermitente e em regime parcial. Dessas, aproximadamente 30 mil foram criadas em 2018. O número representa 7% do total de 392 mil vagas criadas no País de janeiro a junho.

Além disso, o número de vagas criadas por mês ainda está abaixo da previsão feita pelo governo quando a reforma foi aprovada. A estimativa era de que, com as novas regras, seriam criadas 55 mil vagas por mês considerando apenas o trabalho intermitente.

O economista Thiago Xavier disse que já era esperado que o impacto da reforma sobre o saldo de vagas de emprego no Brasil não seria imediato, apontando que as novas regras não bastam para que o mercado de trabalho se recupere. “O que vai gerar vagas vai ser o quanto a atividade econômica cresce e a capacidade de absorção do mercado de trabalho. A reforma trabalhista por si só não vai impulsionar o emprego”, afirmou Xavier.

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