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O setor hoteleiro fechou cerca de 90 hotéis no Brasil desde a Copa do Mundo de 2014

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, Manoel Linhares. (Foto: Divulgação)

Pelo menos 90 hotéis encerraram suas atividades nas principais capitais do país nos últimos quatro anos, segundo a Abih (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis). Os casos mais graves foram em Belo Horizonte (MG) e Salvador (BA), que tiveram, respectivamente, 23 e 21 unidades fechadas. Já em Porto Alegre, 16 unidades foram fechadas nos últimos quatro anos. As informações são da coluna Mercado Aberto, do jornal Folha de S.Paulo, e da Abih.

A ocupação teve uma pequena melhora recentemente, mas o faturamento ficou mais baixo. Para muitos hoteleiros, a conta não fecha”, afirma Manoel Linhares, presidente da Abih Nacional.

A crise foi uma combinação de superoferta, queda dos preços, desaquecimento do turismo devido à recessão e concorrência de serviços de hospedagem, diz Alexandre Sampaio, presidente do conselho setorial ligado à CNC (confederação do comércio).

Como no Brasil falta um mecanismo de financiamento para empreendimentos hoteleiros, foi criada a figura de investimentos em condo-hotéis [em que são vendidas cotas a investidores]”, afirma. “É um modelo que cresceu muito no Brasil e alavancou a oferta por falta de mecanismos que equilibrem com a demanda, sobretudo em capitais onde a expansão foi calcada em uma visão do mercado imobiliário, não do hoteleiro.”

Embora todas as regiões e categorias de negócio tenham sofrido com a redução das diárias médias nos últimos anos, os mais impactados foram hotéis independentes e de pequeno porte, diz Orlando de Souza, diretor-executivo do Fohb (fórum do setor).

Quando há uma expansão exagerada, a primeira onda de enxugamento da oferta atinge os equipamentos mais defasados, que não têm fluxo de caixa para se modernizar e manter a operação deficitária por seis meses ou um ano.

Ocupação

De acordo com levantamento da Abih Nacional, com o final da Copa do Mundo deste ano e a alta do dólar, que vêm refletindo no turismo interno, a segunda quinzena de julho alavancou a média de ocupação da hotelaria nacional do mês. O levantamento também apontou uma recuperação das taxas de ocupação no país, em comparação a 2017, mas o setor mostra-se preocupado com a retração da diária média nos principais destinos.

“Invariavelmente, a Copa do Mundo ocasiona uma queda na taxa de ocupação, mas vimos uma recuperação em todo país, durante a segunda quinzena. A alta do dólar também já começou a influenciar o turismo interno e a opção pelo destino nacional é a mais coerente”, analisa Manoel Linhares.

As férias na Argentina também ajudaram a aquecer a ocupação em destinos como Rio de Janeiro e Santa Catarina, que estão vendo também uma maior circulação de turistas do Mercosul e países latinos.

“Em nosso levantamento com as Abihs´s Estaduais, registramos que além do argentino, os uruguaios, paraguaios, chilenos e colombianos estão começando a chegar em maior número ao Sul do país e os turistas, vindos dos Estados do Sul e do Norte, têm aumentado no Rio de Janeiro”, completa Linhares.

No Rio Grande do Sul, Porto Alegre, registrou uma ocupação na ordem de 57%, ficando seis pontos percentuais acima de 2017, que fechou em 51%.

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