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O terceiro suspeito de participar do ataque na escola em São Paulo foi ouvido e liberado

Uma perícia foi feita pela Polícia Civil no carro em que chegaram os dois jovens armados e encapuzados que invadiram a Escola Estadual Professor Raul Brasil e disparam contra os alunos. (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

O adolescente de 17 anos apontado pela Polícia Civil como terceiro suspeito de ter participado do planejamento das mortes na Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), foi ouvido na manhã desta sexta-feira (15) no Fórum de Suzano. Segundo informações do Tribunal de Justiça de São Paulo, o adolescente foi ouvido por representantes do Ministério Público por cerca de duas horas e liberado em seguida. As informações são da Agência Brasil, da Polícia Civil e da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Ele foi ouvido nesta sexta-feira em uma oitiva informal, procedimento administrativo em que um adolescente suspeito de um delito é ouvido por um promotor de Justiça. Segundo o Ministério Público, não foram constatados indícios suficientes e foram requisitadas diligências complementares por parte das autoridades policiais para, posteriormente, se for o caso, pedir a internação do adolescente, como determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Na quinta-feira (15), o delegado geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes, havia pedido à Vara da Infância e da Juventude a apreensão do adolescente, que era colega de classe de um dos dois atiradores e que teria, segundo a polícia, ajudado no planejamento do crime e na compra de equipamentos utilizados. A apreensão do jovem foi autorizada pelo Tribunal de Justiça, além de buscas em seu endereço.

Os dois autores mortos durante o ataque participaram efetivamente da execução. Esse terceiro suspeito identificado não estava naquela localidade. Ele participou, em tese, de todo o planejamento”, disse o delegado geral Ruy Ferraz Fontes, na quinta-feira. “Eles projetaram o ocorrido pelo menos desde novembro”, completou.

De acordo com o delegado Alexandre Henrique Augusto Dias, responsável pelo inquérito policial e titular da delegacia de Suzano, o terceiro suspeito era colega de classe de um dos autores, o atirador. Segundo apurado, o jovem teria auxiliado, inclusive, na compra de equipamentos utilizados durante o crime, adquiridos por meio do comércio virtual.

“Eles se inspiraram no ataque Columbine (EUA), ocorrido no ano de 1999. Os envolvidos tinham conhecimento absoluto da unidade de ensino”, afirmou o delegado Alexandre. Os materiais e o veículo utilizados foram apreendidos e encaminhados para análise.

De acordo com a polícia, Guilherme Taucci Monteiro, de 17 anos, e Luiz Henrique de Castro, 25, pretendiam matar mais pessoas do que as 13 vítimas do massacre de Columbine, ocorrido em 1999 nos Estados Unidos. Em abril, esse crime completará 20 anos.

O ataque deixou dez mortos, dos quais duas funcionárias da escola, cinco alunos, um comerciante que era tio de um dos atiradores e os criminosos. Segundo a polícia, Guilherme atirou em Luiz e depois se suicidou com a chegada da Polícia Militar. Outros 11 feridos foram encaminhados a hospitais. Nesta sexta-feira, a Secretaria de Saúde de São Paulo informou que cinco feridos seguiam internados, sendo assistidos por equipes especializadas de hospitais estaduais.

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