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O uso do celular ao volante é a terceira maior causa de mortes no trânsito brasileiro

Para alertar os motoristas sobre o perigo de usar o celular enquanto dirigem, o Detran lançou a campanha. (Foto: Pedro França/Agência Senado)

Dados da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet) revelam que o uso do celular é a terceira maior causa de mortes no trânsito brasileiro, ficando atrás somente do excesso de velocidade e da embriaguez ao volante. Estudos apontam que as reações dos motoristas ficam até 35% mais lentas enquanto leem ou escrevem mensagens de texto. Vale lembrar, ainda, que o Código de Trânsito Brasileiro tipifica como infração gravíssima o manuseio do celular ao volante.

A conduta, apesar de parecer inofensiva para algumas pessoas, é responsável por cada vez mais acidentes, com e sem vítimas. De acordo com o Detran-RS (Departamento de Trânsito do Rio Grande do Sul), foram 54.563 infrações registradas em todo Estado entre janeiro e setembro de 2018, todas relacionadas ao uso do telefone móvel.

No ano passado inteiro, 76.829 condutores foram autuados por estarem usando o celular, seja para fazer ligações, mandar mensagens de texto ou áudio, mexer em aplicativos, usar a internet, entre outros. Falar ao celular utilizando a conexão via Bluetooth também é proibido por lei.

Para alertar os motoristas sobre o perigo de usar o celular enquanto dirigem, o Detran lançou a campanha “Uma mensagem pode interromper a sua vida”. O material está sendo divulgado em emissoras de televisão e rádio, na internet e em mídias externas, como outdoors e carregadores de celular oferecidos aos clientes em bares e restaurantes. São vídeos, áudios e demais peças publicitárias para mostrar os riscos e as consequências do uso do aparelho ao volante. A mobilização segue até o final de outubro.

O tema da campanha foi escolhido com base nos resultados da pesquisa “Qual é o trânsito que você quer no Rio Grande do Sul?”, respondida por 7,8 mil gaúchos no primeiro semestre desde ano. O levantamento mostrou que o costume de mexer no celular enquanto se dirige é considerado o comportamento mais arriscado no trânsito atualmente.

Ação sobre uso do cinto de segurança

A EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação) realizou ação educativa na Rodoviária de Porto Alegre. A ação buscou orientar sobre a necessidade do uso do cinto de segurança na cidade e nas estradas, entre diversas questões do dia a dia da mobilidade, que resultam em milhares de acidentes, com mortos e feridos.

Os agentes da Coordenação de Educação para a Mobilidade (CEM) abordaram pedestres e passageiros dos ônibus, distribuindo material informativo de conscientização para uma circulação com menos riscos. “É importante a gente trazer a informação e sensibilizar as pessoas sobre a questão da acidentalidade. Estamos na véspera de mais um feriado e vamos conversar com quem está se preparando para viajar. Esperamos que tenham bastante calma e cautela, utilizando o cinto quando forem viajar e tomando cuidado quando estiverem na rua”, afirma o agente André Rabello dos Santos, há 18 anos na EPTC e oito na Educação para a Mobilidade.

O foco principal da ação é a segurança de crianças e idosos, segmentos bastante expostos a acidentes. Entre os 50 casos fatais no trânsito da cidade, registrados de janeiro a agosto deste ano, 13 envolviam pessoas com mais de 60 anos; dos 574 feridos por atropelamentos, 137 foram idosos. No mesmo período, uma criança morreu e 52 ficaram feridas em acidentes.

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