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O Vaticano negou que o papa tenha enviado um rosário de presente para Lula na cadeia

Terço foi dado por um advogado argentino que já atuou para a Igreja. (Foto: Claudio Kbene/Reprodução)

Após o PT publicar em suas redes sociais imagens de um rosário que teria sido enviado pelo papa Francisco ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado e preso pela Operação Lava-Jato, nessa terça-feira o Vaticano se manifestou negando a versão da direção da legenda. Conforme o comando da Igreja Católica, o terço entregue na carceragem da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR) não estava em nome do pontífice.

Em vez disso, trata-se de um presente pessoal do advogado argentino Juan Grabois. “Como tantos outros, é um rosário abençoado e distribuído em inúmeras ocasiões. A visita foi pessoal e não em nome de Francisco”, ressaltou uma nota publicada no site oficial Vatican News.

A página do Vaticano no Facebook também desmentiu a origem do suposto mimo. “Em mérito às notícias circuladas sobre o suposto envio de um terço pelo papa Francisco ao ex-presidente Lula, esclarecemos que o advogado argentino Juan Gabrois, fundador do Movimento dos Trabalhadores Excluídos e ex-consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz, tentou fazer uma visita ao ex-presidente, a título pessoal”.

O comando nacional dos Partido dos Trabalhadores, por sua vez, também recorreu à rede social para corrigir a informação. Na manhã dessa terça-feira, o post sobre o mesmo assunto foi editado para dizer, agora, que o rosário foi, na verdade, “abençoado” pelo pontífice. No histórico de edições, porém, ainda era possível visualizar a postagem original afirmando que o terço teria sido enviado pelo líder máximo da Igreja.

Aconselhamento

O líder petista tem recebido aconselhamento religioso às segundas-feiras e já recebeu visitas de figuras como Leonardo Boff e Frei Betto. A justificativa para impedir Grabois de ser o convidado da semana na cela de Lula foi que ele não foi consagrado sacerdote – portanto, não poderia dar orientação espiritual para o ex-presidente.

Em abril, as visitas de amigos, aliados e apoiadores de Lula foram proibidas pela juíza Carolina Moura Lebbos, da 12ª Vara Federal na capital paranaense. A magistrada decidiu que, enquanto o ex-presidente estiver encarcerado em uma cela especial da Superintendência da PF (onde permanece desde o dia 7 de abril), serão permitidas as presenças de familiares, advogados de defesa e ninguém mais. Ou seja, a mesma regra da unidade para os demais presos.

Impasse

Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão em regime fechado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). A sua defesa nega que haja provas dos crimes imputados a ele e recorre da condenação no STJ (Superior Tribunal de Justiça) e no STF (Supremo Tribunal Federal).

Apesar da prisão, o ex-presidente (que governou o País por dois mandatos consecutivos, de 2003 a 2010) conta com status de pré-candidato do PT ao Palácio do Planalto e lidera as principais pesquisas de intenção de voto para o pleito de outubro.

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