Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

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Capa – Caderno 1 Obra de compositor austríaco do século 18 é o destaque do concerto da Orquestra de Câmara do Theatro São Pedro nesta quinta-feira

Apresentação tem como convidado especial o pianista Max Uriarte. (Foto: Divulgação/TSP)

Sob a regência de seu maestro titular e diretor artístico Evandro Matté, a Orquestra de Câmara do Theatro São Pedrom, em Porto Alegre, apresenta nesta quinta-feira mais uma edição da série “Concertos Oficiais”. O programa, com início marcado para as 20h, tem como convidado especial o pianista Max Uriarte, destacando o “Concerto em Lá Maior para Piano e Cordas”, do compositor austríaco Karl Ditters von Dittersdorf (1739-1799).

“A obra possui um caráter íntimo, sendo ao mesmo tempo pródiga em melodismo e expressividade”, ressalta o texto de divulgação. O programa inclui também obras dos compositores Nepomuceno, Puccini e Grieg. Os ingressos estão disponíveis e podem ser adquiridos antecipadamente na bilheteria ou online pelo site do Teatro.

A série oficial de Concertos da OCTSP é financiada pela Lei de Incentivo à Cultura e conta com os patrocínios do Banrisul, Gerdau, Calçados Beira-Rio e CVI Refrigerantes. Como apoiadores, constam as empresas Stihl e In Betta. A realização é da Associação Pró-Música de Porto Alegre.

Obra

O compositor Karl Ditters von Dittersdorf nasceu em Viena, onde estudou violino, e mais tarde composição com Giuseppe Bonno. Muito ativo como violinista e mestre de capela, tornou-se um dos compositores mais conceituados de seu tempo, ao lado de Mozart e Haydn, com quem tocava informalmente quartetos de cordas.

“O ‘Concerto em Lá Maior para Piano e Cordas’, de Karl Ditters von Dittersdorf, foi escrito em 1779, utilizando o cravo como instrumento solista”, explica Max Uriarte. “Paradoxalmente, não é na sua versão original para instrumento de teclado que ele adquiriu popularidade, e sim, na adaptação para harpa e orquestra feita no século 19 por K. H. Pilley.”

Ainda segundo o pianista, Dittersdorf emprega neste concerto a clássica forma em três movimentos, com um resultado excelente que se deve principalmente ao uso de uma grande economia de meios em sua composição. “Um outro aspecto positivo desta obra é a homogeneidade da inspiração criadora, perceptível ao longo de toda a sua extensão”, prossegue o convidado especial desta noite. “A sua escrita denota o refinamento, a fluência, a elegância e a galanterie típicas desta fase do estilo clássico.”

“O concerto possui um caráter íntimo, sendo ao mesmo tempo, pródigo em melodismo e expressividade”, acrescenta. “Seus animados movimentos laterais apoiam-se em uma sóbria virtuosidade instrumental, contrastando visivelmente com o Larghetto central: um curto idílio rococó que contém momentos de rara sensibilidade. Pouco visitado pelos pianistas, este concerto se adapta muito bem às possibilidades do piano moderno, que realça ainda mais a beleza de suas linhas melódicas.”

(Marcello Campos)

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