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Obras na Zona Norte irão reduzir alagamentos em Porto Alegre

Conjunto de 26 obras vai contemplar 14 bairros da Zona Norte da Capital. (Foto: Jefferson Bernardes/PMPA)

Porto Alegre está ganhando uma grande transformação e quase ninguém vai ver. Esta é a sensação que se tem ao visitar a obra de macrodrenagem do Arroio Areia. O reservatório, com capacidade para armazenar 6.852,38 m³ de água da chuva, vai ficar embaixo da praça Lopes Trovão, no bairro Chácara das Pedras, na Zona Norte da Capital.

“Apesar de a população não visualizar esta grande obra, certamente vai sentir, pois vai reduzir sensivelmente os alagamentos na cidade”, destacou o prefeito Nelson Marchezan Júnior em visita feita ao local nesta sexta-feira (08). “Por muitos anos Porto Alegre não investiu em drenagem e a população foi quem sofreu com esta falta de investimentos”, explicou.

O conjunto de 26 obras vai contemplar 14 bairros da Zona Norte e beneficiar mais de 180 mil pessoas diretamente, sem contar quem passa de transporte pelos locais alagados ou ainda com asfalto danificado pelo acúmulo de água.

“Sempre que chove forte, as pessoas se perguntam sobre o que a prefeitura está fazendo para combater os alagamentos. Além de aprimorar os serviços de manutenção de todo o sistema e implementar uma fiscalização inédita nos contratos, a gestão Marchezan está avançando com o maior conjunto de obras de macrodrenagem da história recente de Porto Alegre”, frisou o secretário de Serviços Urbanos, Ramiro Rosário.

“Hoje temos dezenas de obras na cidade, que está ganhando investimentos em infraestrutura urbana não realizados nos últimos anos”, apontou o secretário de Infraestrutura e Mobilidade Urbana, Marcelo Gazen.

O investimento das 26 obras é de R$ 107,2 milhões de recursos da União e mais R$ 1,3 milhão de contrapartida da prefeitura. Quem visita hoje a obra chamada R1 encontra uma grande cratera e percebe as vigas de concreto sendo construídas, além de lajes e paredes.

Até a metade do ano que vem, ganhará forma neste local um grande reservatório de concreto que vai receber por tubulações a água da chuva coletada pelos bueiros das ruas. Depois, uma outra tubulação vai fazer com que lentamente esta água escoe no rio Gravataí, sem ficar acumulada em ruas e avenidas.

Das 26 obras, sete são reservatórios, que têm por objetivo represar a vazão excedente que não é conduzida pela rede de drenagem por falta de capacidade. O reservatório se ligará com as redes novas ou existentes, minimizando os alagamentos da região do bairro Chácara das Pedras. Quando a ampliação da bacia estiver concluída, minimizará a situação crítica do município na parte de macrodrenagem, principalmente no bairro Santa Maria Goretti e arredores.

Desde o início da gestão, a prefeitura tem investido em obras para melhorar a drenagem da cidade que possui graves problemas. A posição geográfica de Porto Alegre é aliada às enchentes e alagamentos. Um total de 35% da área urbanizada está apenas três metros acima do nível do mar, ou seja, praticamente no mesmo nível médio das águas dos rios. Boa parte destas áreas está na Zona Norte.

Porto Alegre possui 22 Casas de Bombas. Com as intervenções no Sistema de Proteção Contra Cheias, o nível de equipamentos para bombeamento subiu de 40%, no início de 2017, para mais de 80% atualmente.

Outras três obras em andamento:

– R2, na praça Francisco Guerra Blessman, que contém um reservatório ainda maior, com capacidade de 7.678,22 m³. O reservatório está concluído e em funcionamento e está previsto o início da obra de urbanização da praça para a primeira quinzena de novembro;

– F1, que inicia na Plínio Brasil Milano, seguindo pela rua Cacequi e rua Veranópolis até proximidades da viela Santo André. Está sendo executada a implantação de tubulações de 1,5m de diâmetro e execução de poços de visitas concretados no local;

– C1, na avenida Anita Garibaldi, onde há a implantação de galerias subterrâneas entre as ruas Azevedo Sodré, Libero Badaró e Desembargador J. B. de Medeiros.