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Operador do doleiro preso na Lava-Jato recebeu 13 milhões de reais em dinheiro vivo em um shopping de Copacabana

A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira Mario Libman (E), apontado como um dos operadores de Dario Messer, o "doleiro dos doleiros". (Foto: Reprodução de TV)

A força-tarefa da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro prendeu nesta terça-feira (09) Mario Libman, apontado como um dos operadores de Dario Messer, o “doleiro dos doleiros”. Mario foi preso pela PF (Polícia Federal) em Ipanema, na Zona Sul do Rio. A operação, um desdobramento da Câmbio, Desligo, procura ainda o filho de Mario, Rafael Libman. Rafael foi casado com uma filha de Messer. O “doleiro dos doleiros” está foragido desde maio de 2018.

Messer controlava uma espécie de banco clandestino de dólar que tinha mais de 400 clientes. A força-tarefa afirma que o doleiro e seus operadores lavavam dinheiro dos esquemas de corrupção chefiados por Sérgio Cabral. Os mandados foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal Federal.

A advogada Sheila Lustosa, que defende Mario Libman, disse que “não teve acesso à íntegra do processo mas que está estudando o caso para entrar com alguma medida e demonstrar a real versão dos fatos”.

Buscas no Cassino Atlântico

Segundo as investigações, uma sala comercial no Shopping Cassino Atlântico, em Copacabana, era usada para receber dinheiro em espécie. Equipes da PF também foram no shopping para busca e apreensão.

A operação desta terça-feira tem por base delações da família de Messer. Mario e Rafael já haviam sido citados em uma outra delação, a de Cláudio Barbosa, o Tony. Segundo Tony, Mario tinha uma pasta no sistema eletrônico de câmbio negro de Messer. Um trecho da delação diz que em uma ocasião Mario recebeu R$ 13 milhões na sua loja.

Delação

Familiares de Dario Messer, considerado pela Lava-Jato “o doleiro dos doleiros”, fecharam colaboração premiada com a Justiça na qual se comprometem a devolver R$ 370 milhões.  Os acordos ajudaram autoridades a deflagrar nesta terça-feira uma operação que prendeu um dos operadores de Messer no Rio de Janeiro, Rafael Libman.

Segundo o Ministério Público Federal do Rio, a ex-mulher de Messer, Rosane, e os filhos Dan, Débora e Denise colaboraram com a Justiça. A ex-funcionária de Messer Elsa Filomena Fernandes dos Santos também colaborou, explicando como ocorria a entrega de dinheiro a suspeitos de integrar o esquema.

Dario Messer é acusado de coordenar um megaesquema de lavagem de dinheiro, com o uso de processos sofisticados como contas de distribuição dos recursos e mais de 400 clientes, incluindo o ex-governador do Rio Sergio Cabral, preso pela Lava-Jato. Nas delações, seus familiares disseram não saber onde está Messer, que é considerado foragido.

Os termos de colaboração determinam que eles devem informar a Justiça sobre qualquer contato do doleiro. Caso contrário, Dan Messer perde o benefício da delação, que é a suspensão por dois anos de processo em que é acusado de evasão de divisas.

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