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Organização denuncia post racista que define ‘preto raiz’ e ‘preto Nutella’

Publicação do post em um grupo no Facebook causou polêmica e foi denunciado. (Foto: Reprodução)

A organização Safernet, que monitora crimes e violações dos direitos humanos na internet, denunciou nesta quinta-feira (16), ao Ministério Público de São Paulo, uma publicação considerada racista, na qual são definidos o “preto raiz” e o “preto Nutella”.

O post foi publicado no último dia 14 de fevereiro em um grupo fechado do Facebook e se espalhou na rede social, causando indignação entre os usuários.

A publicação faz referência à uma brincadeira feita por internautas que compara pessoas, objetos e situações à moda antiga, ou seja “de raiz”, a uma versão moderninha, definida na brincadeira como “Nutella”. O post indica que o “preto raiz” traz características como “usa corrente”, é “analfabeto” e “obedece ordens do senhor de escravos”, enquanto que o “preto Nutella”, por outro lado, “usa turbante”, “questiona autoridade” e “tem cota para estudar”.

A publicação já foi apagada do grupo “Vamos falar de cotidiano, história e filosofia”, onde teria sido publicada originalmente. Mesmo assim, uma cópia da postagem circula na rede, sob críticas duras de internautas. Entre eles está o Alexandre Bravo, de 29 anos, que fez uma publicação para condenar a comparação.

“Recebi o post de uma amiga que faz parte do grupo. Fiquei bem triste até depois de fazer minha publicação porque fizeram comentários horríveis falando que tem que separar [‘preto raiz’ de ‘preto Nutella’] mesmo. Eu não imaginava que ia ter essa repercussão”, disse.

Thiago Tavares, diretor-presidente da Safernet, informou ao jornal O Globo que a organização já está ciente da publicação racista.

“Recebemos uma denúncia contra essa publicação e do perfil [na rede social] do suposto autor. Os links desses perfis já estão sob analise do Ministério Público de São Paulo, que tem um grupo que investiga crimes cibernéticos”, esclareceu.

A Safernet e o Ministério Público Federal têm um acordo para prevenir e combater a pornografia infantil, a prática de racismo, homofobia, e outras formas de discriminação feitas a partir da internet.

 

 

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