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Os atropelamentos de idosos representaram quase um terço das mortes no trânsito de Porto Alegre entre janeiro e julho

Os cânceres aparecem somente na segunda posição. (Foto: EBC)

Das 48 mortes no trânsito de Porto Alegre registradas entre janeiro a julho deste ano, 22 tiveram pedestres como vítimas. E 14 desses casos (quase um terço) custaram a vida de algum idoso, por um motivo em comum: atropelamento. O dado é da EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), que realizou uma série de ações educativas nessa quinta-feira, Dia do Pedestre, em pontos da área central da cidade.

A iniciativa deu continuidade à campanha pela redução de atropelamentos fatais, desenvolvida pela Ciet (Coordenação de Indicadores e Engenharia de Tráfego), em conjunto com o programa “Vida no Trânsito” da SMD (Secretaria Municipal da Saúde (SMS) e com o apoio do Detran (Departamento Estadual de Trânsito).

Conforme o diretor de Operações da EPTC, Paulo Ramires, a necessidade de cuidados por parte dos pedestres se aplica sobretudo aos indivíduos acima dos 60 anos. “É evidente que a preocupação com a segurança na circulação é uma obrigação de todos nós, condutores ou não”, ressalta.

“No caso dos pedestres, principalmente os idosos, os cuidados são ainda maiores, pois a mobilidade fica mais fragilizada. Não ter pressa, utilizar sempre as faixas de segurança e observar a sinalização semafórica, dentre outros cuidados, são importantes para prevenir acidentes”, acrescentou.

Durante a manhã, agentes da CEM (Coordenação de Educação para a Mobilidade) realizaram abordagens em pontos bastante movimentados do Centro Histórico, como a Esquina Democrática na Rua da Praia e o cruzamento das avenidas Siqueira Campos e Borges de Medeiros (próximo ao Mercado Público).

A iniciativa contou com o apoio de representantes da Escola Factum, Lions Clube e grupo de idosos do Sinapers (Sindicato dos Aposentados e Pensionistas do Rio Grande do Sul. Entrevistada por um jornalista da prefeitura da Capital gaúcha, a jornalista aposentada Elde Fogolari elogiou a iniciativa:

Manifestações

“Este tipo de ação é fundamental para criar uma cultura de respeito no trânsito. Os idosos, quando necessário, devem pedir ajuda nas travessias. E os mais jovens devem se oferecer para ajudar”.

Já a menina Rafaela, 7 anos, fez questão de abraçar o “Azulito”, mascote da EPTC. Ela estava acompanhada da mãe, Cristiane Bueno, que deu a sua opinião: “Precisamos prestar muita atenção ao trânsito para prevenir acidentes também com as crianças”.

Quando soube do índice elevado de atropelamentos de pedestres e perda de vidas nesse tipo de ocorrência em Porto Alegre, o advogado Jair Mattos comentou: “Os números são preocupantes… 22 mortes! Pedestres e condutores devem colaborar por um trânsito com mais respeito e com menos conflitos”.

Ao longo da tarde, as ações educativas se concentraram no entorno da Estação Rodoviária, um dos locais da capital gaúcha com maior circulação de pedestres e veículos. E até o fim deste mês, a EPTC deve realizar novas ações com essa finalidade.

(Marcello Campos)

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