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Os bancos abrirão somente por quatro horas nos dias de jogos da Seleção Brasileira no Mundial

Febraban sugere alternativas como terminais de autoatendimento. (Foto: EBC)

O BC (Banco Central) determinou que o horário de atendimento ao público nas agências bancárias poderá ser alterado em dias de jogos da Seleção Brasileira no Mundial, desde que os as unidades permaneçam abertas ao menos quatro horas por dia, de forma contínua ou intercalada.

A medida é comum durante as edições do principal torneio internacional de seleções e segue o padrão adotado pelo BC em 2010 e 2014. Com isso, quem tem contas a pagar com vencimento nessas datas não poderá usar a rotina diferenciada durante a competição na Rússia como desculpa para deixar de cumprir as obrigações dentro do prazo.

Essa determinação não vale, obviamente, para a estreia do País no Mundial, que ocorrerá às 15h deste domingo, contra a Suíça. Já as partidas seguintes, diante da Costa Rica e da Sérvia, estão marcadas para as 9h da próxima sexta-feira (22) e para as 15h da quarta-feira seguinte (27).

Caso avance até a final do torneio (o que não ocorre desde o Mundial de 2002, quando levantou o caneco ao bater a Alemanha por 2 a 0, com gols de Ronaldo Nazário), o último jogo da Seleção será disputado no dia 15 de julho.

Também por determinação do BC, as agências deverão afixar em suas agências, com uma com antecedência mínima de 48 horas, um aviso sobre o horário de atendimento diferenciado. A Febraban (Federação Brasileira de Bancos), por sua vez, ressalta que serviços como o pagamento de contas podem ser realizados por meio de caixas eletrônicos, internet banking, aplicativo do banco no celular (mobile banking) ou por telefone.

Cronograma

– Dias de jogos às 9h: atendimento das 13h às 17h;

– Dias de jogos às 11h: atendimento das 8h30min às 10h30min e das 14h às 16h;

– Dias de jogos às 15h: atendimento das 9h às 13h.

Desinteresse

Uma pesquisa divulgada nesta semana pelo instituto Datafolha aponta um desinteresse recorde dos brasileiros pelo Mundial deste ano. De acordo com o levantamento, 53% dos torcedores em potencial da Seleção afirmam não ter qualquer interesse pela competição da Rússia.

O índice de desinteresse disparou às vésperas do começo do maior torneio de futebol: em janeiro, 42% se diziam desmobilizados pela busca do hexacampeonato.

Pelos cálculos do Datafolha, trata-se da pior marca desde 1994, ano da primeira pesquisa e quando o Brasil de Taffarel, Dunga e Romário, sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira, chegaria ao seu quarto título.

É a primeira vez que mais da metade dos brasileiros reconhece não ter interesse pela Copa. Apesar da desmobilização, 48% dos entrevistados colocam o Brasil como favorito.

Estratificação

O desencanto pelo Mundial é maior entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da Região Sul (59%) e brasileiros com renda familiar de até dois salários-mínimos (54%). O instituto entrevistou 2.824 pessoas em 174 municípios entre os dias 7 e 8 de junho. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

Apenas 18% dos entrevistados destacou que tem grande interesse pela competição, mesma porção dos que dizem ter interesse médio. Os pouco interessados são 9%. Até então, a pior marca da pesquisa havia sido estimada em 2014, que não empolgou 36% dos brasileiros. O amor pela seleção tem caído com o passar dos anos: em 1994, quando a seleção trouxe para casa o tetracampeonato, apenas 20% declarava não se interessar pela competição.

Fontes extraoficiais apontam que a crise econômica, as denúncias de corrupção na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e a derrota por 7 a 1 para a Alemanha em 2014 estariam entre as possíveis explicações para a queda no interesse.

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