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Os bolsonaristas já estão disputando a presidência da Câmara dos Deputados

Um deles é o filho do presidenciável, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reeleito com a maior votação da história. (Foto: Reprodução)

A eleição presidencial só acaba em duas semanas, mas a base bolsonarista já disputa para ver quem será o próximo presidente da Câmara dos Deputados. Cinco nomes circulam até agora: dois novatos com poucas chances de vitória, dois aliados de Jair Bolsonaro (PSL) que se reelegeram e o filho do presidenciável, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), reeleito com a maior votação da história. As informações são do Valor Econômico.

Eduardo recebeu 1,8 milhão de votos e ajudou a fazer do PSL a segunda maior bancada da Câmara, com 52 deputados. “Ele colocou o partido como o segundo maior da Câmara, terá ligação direta com o presidente da República. Hoje minha indicação seria a dele”, diz o deputado Éder Mauro (PSD-PA), um dos aliados de Bolsonaro que se reelegeram.

Parlamentares mais antigos ressaltam que isso seria improvável. Mesmo com a força que o presidente da República tem após ser aprovado nas urnas, eleger um filho dele para presidente da Câmara seria tornar o Legislativo extremamente subalterno ao Executivo. A votação é secreta.

O próprio Eduardo descarta assumir o cargo pelo impeditivo da idade. O presidente da República precisa ter no mínimo 35 anos. O presidente da Câmara é o terceiro na linha sucessória, mas Eduardo teria 34 anos e ficaria proibido de assumir o cargo. O parlamentar disse que ainda haverá muita articulação antes do partido fechar um nome, mas que, na visão dele, ser do PSL não é problema. “O requisito é que seja alguém que tenha experiência, que saiba o regimento interno e que tenha pulso para levar isso daí”, afirmou.

Dois aliados do presidenciável se movimentam. O deputado capitão Augusto Rosa (PR-SP) já começou a fazer campanha publicamente. Negociou com integrantes da bancada evangélica o compromisso de que não pautará nenhum projeto que “atente” contra a família, se reuniu com o presidente do PR em busca de consenso em torno do seu nome e tem conversado com líderes do PSL para receber apoio da sigla.

Augusto presidirá a bancada da bala no ano que vem, com a saída do deputado Alberto Fraga (DEM-DF), e tenta convencer os outros 69 deputados de São Paulo a votarem nele para que o Estado volte a comandar a Câmara depois de oito anos. “Os novatos não têm chance e outros os aliados do Bolsonaro reeleitos têm perfil mais radical, vão sempre para a tribuna atacar a oposição. Isso rende votos lá fora, mas aqui dentro não. Precisa ser alguém com mais diálogo”, disse.

Outro que trabalha para chegar ao cargo, mas por enquanto apenas nos bastidores, é o deputado delegado Waldir (PSL), duas vezes o mais votado de Goiás. Ele, que faz parte do grupo que vai para o enfrentamento com a oposição, nega conversas para concorrer ao posto e diz que o assunto é para depois do segundo turno. “O pessoal precisa descer do salto alto e trabalhar. Tem que respeitar o povo, o Bolsonaro ainda não foi eleito”, afirmou.

No grupo dos novatos estão Luciano Bivar (PE), presidente licenciado do PSL, que reivindicou o comando da Câmara para o partido, e Kim Kataguiri (DEMSP), líder do Movimento Brasil Livre (MBL), um dos que organizou os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). O DEM estava coligado com Geraldo Alckmin (PSDB), mas Kataguiri fez campanha para Bolsonaro. Antes mesmo de tomar posse, ele lançou a candidatura à presidência da Câmara, hoje comandada pelo correligionário Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ainda sonha com a reeleição.

A avaliação dos deputados mais antigos é que os novos podem até “bater bumbo” para gerar mídia externa, mas que não tem chances reais de vitória. Apesar da renovação recorde, de 52% da Câmara, outros 48% mantiveram seus mandatos, e o trânsito entre esses eleitores sempre foi vital para chegar ao cargo. Além disso, o posto exige conhecimento do funcionamento da Casa e do regimento interno. E o PSL, por maior que tenha ficado, ainda representa só 10% da Câmara, o que exigirá de Bolsonaro amplas alianças para governar.

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