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Os casos de homicídio e latrocínio tiveram queda no Rio Grande do Sul

(Foto: Divulgação)

Os crimes contra a vida mantiveram a tendência de queda no Rio Grande do Sul entre janeiro e novembro deste ano na comparação com o mesmo período de 2017. Os dados estatísticos da criminalidade foram divulgados nesta quinta-feira (06) pela Secretaria da Segurança Pública do Estado. Eles apontam uma redução de 21,1% nos homicídios e de 31,9% nos latrocínios.

A redução de vítimas fatais nos indicadores de homicídio doloso no RS também se manteve, chegando a 21,2% (total de 572 mortes a menos). Em Porto Alegre, as ocorrências de homicídio doloso diminuíram 21,1%. No mês de outubro, não houve nenhuma ocorrência dese tipo de crime na Capital gaúcha.

No total, 17 indicadores compõem os dados oficiais da Secretaria da Segurança. Eles representam os crimes de maior potencial ofensivo contra a vida e contra o patrimônio. No âmbito estadual, apenas o crime de roubo a bancos teve alta (12,9%).

Os indicadores criminais apresentam os seguintes resultados neste ano no Estado: homicídio doloso (-21,1%); latrocínio (-31,9%); furtos (-8,6%); abigeato (-24,9%); furto de veículo (-14,1%); roubos (-18,6%); roubo de veículo (-8,8%); furto de bancos (-25%); roubo a bancos (12,9%); furto de comércio (-12,9%); roubo de comércio (-27,3%); roubo de usuários de transporte coletivo (-38,5%); roubo de profissionais de transporte coletivo (-31,6%); ameaça contra mulheres (-3,3%); lesão corporal contra mulheres (-6%); estupro de mulheres (-6,8%).

Segurança

Empresas gaúchas agora podem destinar uma parte do que devem de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) para reforçar o combate à criminalidade no Rio Grande do Sul. O decreto que regulamenta a Lei de Incentivo à Segurança Pública foi assinado pelo governador José Ivo Sartori nesta semana, no Palácio Piratini.

Por meio da parceria com a iniciativa privada, o governo do Estado espera ampliar e agilizar os investimentos para equipar as forças policiais. “Representa o esforço coletivo de todas as instituições e organismos da sociedade que se sentem no desejo de colaborar na segurança pública. O Poder Público não consegue resolver todos os problemas sem o envolvimento de toda a sociedade. Esse é mais um legado que deixaremos para as próximas gerações, assim como outros nas áreas financeira, administrativa e social”, destacou Sartori ao agradecer a todos os envolvidos na construção e aprovação da lei.

O secretário da Segurança Pública, Cezar Schirmer, reforçou que a legislação representa uma nova possibilidade de investimentos no combate ao crime, com o apoio da sociedade. “Em um País onde a insegurança se constitui em uma tragédia, não existe nenhuma verba constitucionalmente determinada para a segurança pública, como existe para a saúde e para a educação, por exemplo. Além disso, temos leis de apoio e incentivo ao esporte, à assistência social e à cultura, mas até hoje não tínhamos uma lei de incentivo à segurança pública. Essa é a primeira lei e servirá de exemplo”, ressaltou.

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