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Os depósitos do mês passado na caderneta de poupança superaram os saques em quase 4 bilhões de reais. Esse foi o maior saldo para novembro nos últimos quatro anos

De acordo com o Banco Central, as entradas totalizaram R$ 175,78 bilhões. (Foto: Reprodução)

Os depósitos superaram as retiradas em caderneta de poupança em R$ 3,91 bilhões em novembro, informou nessa quarta-feira o BC (Banco Central). Trata-se do maior ingresso líquido de recursos para este mês em quatro anos.

De acordo com a instituição, os depósitos somaram R$ 175,78 bilhões, enquanto os saques totalizaram R$ 171,87 bilhões. Os rendimentos (juros) creditados nas contas dos poupadores somaram R$ 3,13 bilhões no mês passado.

Com o ingresso de recursos na poupança, no final de novembro o valor total dos recursos depositados (estoque) registrou novo aumento, superando, pela primeira vez, a marca dos R$ 700 bilhões em recursos aplicados.

No final de dezembro do ano passado, o saldo da poupança estava em R$ 664,9 bilhões. Ao fim de outubro de 2017, somava R$ 695,21 bilhões. Já no final de novembro, ficou em R$ 702 bilhões.

Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança.

Acumulado

No acumulado dos 11 primeiros meses deste ano, porém, o Banco Central registrou uma saída líquida (retiradas maiores do que depósitos) de R$ 2,24 bilhões da poupança.

Mesmo com o saldo negativo, esse foi o melhor resultado para este período desde 2014 – quando houve o ingresso de R$ 18,6 bilhões na poupança.

Em todo o ano passado, R$ 40,7 bilhões foram retirados da poupança. O resultado foi o segundo pior da série histórica, que começou em 1995, atrás somente de 2015, quando foram sacados R$ 53,5 bilhões.

Os recursos deixaram a poupança em novembro em um momento de queda da rentabilidade da modalidade de investimentos. Esse é um fenômeno que está afetando as aplicações conhecidas como prefixadas, ou seja, que tem por base o juro básico da economia brasileira – que vem recuando desde outubro do ano passado.

Selic

Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a Selic (a taxa básica de juros da economia) está abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

Com os juros atualmente em 7,5% ao ano, a remuneração da poupança está em 5,25% ao ano mais a Taxa Referencial. Conforme a Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), os fundos de renda fixa “começam a perder competitividade frente às cadernetas de poupança principalmente nas aplicações de baixo valor”.

Nesses casos, observa a entidade, os fundos têm taxas de administração mais elevadas. “Assim sendo a caderneta de poupança vai continuar sendo uma excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano”, acrescentou a entidade.

Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite que pessoas físicas comprem títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído a atenção de aplicadores nos últimos anos.

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