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Mundo Os dez furacões mais devastadores da História

Imagem da Nasa mostra o olho do furacão Maria sobre o Caribe. (Foto: Nasa)

Os furacões nascem no meio dos oceanos, em locais de pouco vento e águas quentes, onde a evaporação da água é intensa e forma grandes nuvens. Nesses locais, a pressão do ar é mais baixa, fazendo o ar se deslocar das áreas vizinhas, onde a pressão é maior, para o seu centro. Esse ar vem cheio de umidade, que evapora e faz crescer o furacão, favorecendo a formação de chuvas e tempestades com ventos muito fortes. Apesar de perderem para os tornados no fator velocidade dos ventos, os furacões ganham quando o assunto é diâmetro e tempo de duração, podendo ultrapassar 1.000 km de diâmetro, e durarem semanas, enquanto os tornados podem durar apenas algumas horas. Nos últimos 90 anos, o fenômeno matou cerca de 600 mil pessoas, deixando um rastro de destruição e provocando prejuízos financeiros de centenas de bilhões de dólares.

Os furacões também podem ser chamados de tufão, tempestade tropical, depressão tropical, tempestade ciclônica ou ciclone tropical, dependendo de sua localização geográfica.

O furacão Maria, a segunda grande tempestade a atingir o Caribe neste mês, avançou em direção às Ilhas Virgens norte-americanas e Porto Rico, nesta terça-feira (19), depois de assolar a pequena nação-ilha de Dominica, causando devastação generalizada.

Nas últimas nove décadas, entre os mais violentos furacões, tufões e ciclones registrados ao longo de sua história, destacam-se:

1) FURACÃO OKEECHOBEE – Flórida (EUA), em 1928: com ventos de 220 km/h, categoria 4 na escala Saffir-Simpson. Atingiu Flórida, Porto Rico e as Ilhas Virgens, provocando mais de 2 mil mortes e danos de US$ 3 milhões.

2) FURACÃO SANTO DOMINGO – República Dominicana, em setembro de 1930: deixou mais de 3 mil mortos.

3) FURACÃO AMÉRICA CENTRAL – em 1934: com ventos de 155 km/h, categoria 2 na escala Saffir-Simpson. Atingiu Belize, México, Honduras, Guatemala, El Salvador, Louisiana e Maryland, provocando a formação de oito furacões secundários. Deixou mais de 3 mil mortos.

4) FURACÃO FLORA – Caribe, em 1963: ventos de 320 km/h e categoria 5 na escala Saffir-Simpson. Afetou Haiti e Cuba e quase vitimou o presidente cubano Fidel Castro, que sofreu um naufrágio enquanto inspecionava, em um caminhão-anfíbio, as zonas atingidas pelo furacão. Segundo a edição do O Globo de 9 de outubro de 1963, Fidel escapou da morte após ser socorrido por soldados e camponeses que o acompanhavam. A estimativa é de 8 mil mortos, com danos de US$ 500 milhões.

5) CICLONE BHOLA – Paquistão, em 1970: com ventos de 240 km/h, categoria 3 na escala Saffir-Simpson. Arrasou o Paquistão Oriental, atual Bangladesh, e Bengala Ocidental, na Índia. Anunciado como “a maior catástrofe do século” na edição do GLOBO de 16 de novembro de 1970, o ciclone provocou um violento maremoto e matou 500 mil pessoas, deixando 1 milhão de desabrigados. Os prejuízos chegaram a US$ 87 milhões.

6) FURACÃO FIFI – Honduras, em 1974: ventos alcançaram 200 km/k, com categoria 3 na escala Saffir-Simpson. Devastou cinco países e provocou uma onda de suicídio dos sobreviventes desesperados pela fome, por epidemias e perda de parentes. Deixou 15 mil mortos e provocou danos de mais de US$ 500 milhões.

7) FURACÃO DAVID – Flórida (EUA) e República Dominicana, em 1979: com ventos de até 240km/h e categoria 5 na escala Saffir-Simpson. Deixou cerca de 1.200 mortos.

8) FURACÃO MITCH – América Central, em 1998: com ventos de até 290 km/h e categoria 5 na escala Saffir-Simpson, devastou países como Honduras, Nicarágua, El Salvador e Guatemala, além de ter atingido a Península de Yucatán, no México, e o Sul da Flórida. Na ocasião, os governos locais clamaram por ajuda internacional para reconstrução dos países. Muitos deles, além receberem ajuda humanitária, tiveram suas dívidas perdoadas. Estima-se que o número de mortos tenha ficado entre 11 mil e 18 mil, e os danos chegaram a US$ 7 bilhões.

9) FURACÃO KATRINA – Estados Unidos, em 2005: ventos de 249 km/h e categoria 5 na escala Saffir-Simpson. Atingiu a Costa do Golfo em Louisiana, o Mississippi e o Alabama, com desabamentos e tempestades que provocaram inundações em mais de 80% de Nova Orleans, antes de se mover para o Nordeste dos Estados Unidos. A população deixou suas casas e centenas de milhares de pessoas ficaram sem energia elétrica. O governo federal, do presidente George W. Bush, foi amplamente criticado pela demora na assistência inicial às vítimas e pelos cortes orçamentários nas agências de prevenção de acidentes. Estima-se um total de 1.833 mortos, com danos de cerca de US$ 100 bilhões.

10) TUFÃO HAIYAN – Filipinas, em 2013: ventos de até 315 km/h e categoria 5 na escala Saffir-Simpson. Deixou mais de 7 mil mortos e causou prejuízos de US$ 14 bilhões.

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