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Os economistas do mercado financeiro reduziram a expectativa de inflação para 2018

Os dados constam no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central. (Foto: Banco de Dados)

Os economistas do mercado financeiro reduziram pela segunda semana seguida a projeção para a inflação neste ano. A estimativa para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu de 3,94% para 3,84%, de acordo com o boletim Focus, publicação semanal do BC (Banco Central) sobre os principais indicadores econômicos. As informações são da Agência Brasil e do portal de notícias G1.

A projeção segue abaixo do centro da meta de 4,5%, mas acima do limite inferior de 3%. Para 2019, a estimativa para a inflação está no centro da meta, em 4,25%.

Taxa básica de juros

Para alcançar a meta, o banco usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 6,75% ao ano. Quando o Copom (Comitê de Política Monetária) aumenta a Selic, a meta é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação.

De acordo com a previsão das instituições financeiras, a Selic encerrará 2018 no atual patamar e subirá ao longo de 2019, encerrando o período em 8% ao ano.

Atividade econômica

Para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) de 2018, os economistas dos bancos mantiveram sua estimativa de crescimento estável em 2,70%. Para o ano que vem, a expectativa do mercado para expansão da economia continuou em 3%.

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Em 2016, o PIB teve uma retração de 3,6%, mas voltou a registrar alta neste ano. No terceiro trimestre do ano passado, o crescimento foi de 0,1%.

Dólar

A estimativa para a cotação do dólar ao final de 2018 segue em R$ 3,30. Para o fim de 2019, a projeção passou de R$ 3,40 para R$ 3,39.

A projeção do boletim Focus para o resultado da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), em 2018, subiu de US$ 54 bilhões para US$ 54,5 bilhões de resultado positivo.

Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 46 bilhões para US$ 45 bilhões.

A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2018, continuou em US$ 80 bilhões. Para 2019, a estimativa dos analistas ficou estável também em US$ 80 bilhões.

Endividamento público

As instituições financeiras também projetam que a dívida líquida do setor público deve encerrar 2018 em 55,5% do PIB. Para o fim de 2019, a projeção é 57,9% do PIB.

 

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