Últimas Notícias > Esporte > O Paris Saint-Germain dá como certa a saída de Neymar na próxima temporada

Os Estados Unidos vão impor novas sanções contra a Rússia por seu apoio à Síria

A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Nikki Haley, participa da reunião do Conselho de Segurança da ONU. (Foto: Reprodução)

Os Estados Unidos estão preparando novas sanções contra a Rússia por seu contínuo apoio ao presidente sírio Bashar al-Assad disse neste domingo (15) a embaixadora dos EUA na ONU (Organização das Nações Unidas), Nikki Haley.

Em entrevista ao programa “Face the Nation”, da CBS, Nikki disse que as sanções serão anunciadas na segunda-feira pelo secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

Elas serão direcionadas diretamente para qualquer tipo de empresa que esteja lidando com equipamentos relacionados ao uso de armas químicas e com Assad”, adiantou Nikki.

Também neste domingo, Nikki afirmou que os EUA não retirarão o cerco à Síria até que suas metas sejam cumpridas. Falando ao Fox News Sunday, Haley listou três metas para os Estados Unidos: garantir que as armas químicas não sejam usadas de qualquer forma que represente um risco aos interesses dos EUA; que o Estado Islâmico seja derrotado; e que haja um bom ponto para se observar o que o Irã está fazendo.

Segundo ela, o objetivo do país é “ver as tropas americanas chegarem em casa”. “Mas não iremos embora até que saibamos que realizamos essas coisas”, comentou.

Já o secretário de Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnson, disse que as potências ocidentais não têm planos para novos ataques com mísseis na síria, mas avaliarão suas opções se “Damasco usar armas químicas novamente”.

A fala soou moderada diante das afirmações do presidente Donaldo Trump. No sábado, após adotar um tom belicoso comparável ao anúncio de uma nova guerra, ele afirmou que o ataque de forças americanas, inglesas e francesas a três instalações militares sírias – que seriam responsáveis por armas químicas – foi concluído com sucesso. Embora os principais atores do conflito tenham deixado claro que vão calcular bem seus próximos passos, os americanos preferiram deixar em aberto a possibilidade de novas ataques.

Enquanto isso, o presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse a um grupo de legisladores russos neste domingo que os ataques com mísseis ocidentais em seu país foram um ato de agressão.

Pressão

Estados Unidos, Reino Unido e França estão pressionando por um fim “irreversível” do programa de armas químicas da Síria. A requisição acontece em meio a furiosas recriminações da Rússia sobre a eficácia e a legalidade da onda de mísseis pelos EUA contra alvos sírios.

Diplomatas da ONU compartilharam com a rede “CNN” uma nova resolução, liderada pela França e apoiada pelos dois países parceiros, pedindo uma investigação independente do suposto ataque com armas químicas na Síria que precipitou os ataques de mísseis desencadeados pelos aliados ocidentais na sexta-feira.

O embaixador da França nas Nações Unidas, François Delattre, disse que o programa de armas químicas da Síria deve ser desmantelado “de maneira comprovada e irreversível”.

Deixe seu comentário: