Últimas Notícias > Notícias > Brasil > Em campanha no Nordeste, Haddad prometeu recuperar nascentes do Rio São Francisco

Os partidos gigantes mostram as suas armas para a campanha presidencial no Brasil

Jogo da corrida presidencial começará em breve e pré-candidatos dão cartadas finais. (Foto: Freepik)

A campanha eleitoral deste ano será mais curta e sem financiamento empresarial, o que pode favorecer as grandes estruturas partidárias. Essa é a principal aposta de gigantes como o PSDB e o MDB, cujos candidatos, Geraldo Alckmin e Henrique Meirelles, patinam na faixa de um dígito nas pesquisas de intenção de voto ao Palácio do Planalto. Por outro lado, a fase que agora começa com a temporada das convenções é um desafio para pequenos como o Rede Sustentabilidade de Marina Silva, que têm poucos recursos financeiros, base partidária acanhada e está ameaçado de ficar invisível no horário eleitoral gratuito.

Em política, nem sempre tamanho é documento, conforme destacou o jornal Valor Econômico. O MDB perdeu as sete eleições diretas para a Presidência do período pós-64, apesar de ostentar a maior máquina de guerra, desde a redemocratização do país. Em 2018 não é diferente. A sigla é de longe a mais poderosa: cinco governadores, 20 senadores, 1046 prefeitos, 59 deputados federais, 142 deputados estaduais e 7557 vereadores espalhados por todo o país. Mas seu pré-candidato é um dos que não conseguiram romper a marca do 1% nas pesquisas.

Ex-ministro, Henrique Meirelles conta com esse poderio para se mover nas pesquisas antes de 4 de agosto, data da convenção do MDB para a escolha definitiva do candidato. Meirelles está com meia candidatura andada, mas sabe que o MDB pretende jogar até o último minuto para uma composição do chamado centro político. Por isso o ex-ministro se empenha em conquistar as bases que fazem do MDB o partido com maior capilaridade nacional.

Os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Minas e Energia) gabam-se de o grupo que atualmente comanda os destinos do MDB nunca ter perdido uma convenção. O grupo em questão é chefiado pelo presidente Michel Temer, que inicialmente pensou em se candidatar à reeleição, mas recuou diante do baixo índice de aprovação e do cerco movido contra ele pela Polícia Federal e a Justiça. O presidente é investigado por supostamente ter beneficiado empresas na área do Porto de Santos (SP).

O Palácio do Planalto também se engajou com tucanos insatisfeitos com a candidatura de Geraldo Alckmin pelo PSDB, a fim de facilitar uma composição entre as duas siglas. Associadas, as duas legendas poderiam formar um exército, pois os tucanos só perdem em estrutura e recursos para o MDB.
Os tucanos têm quatro governadores, 11 senadores, 805 prefeitos, 46 deputados federais, 97 deputados estaduais e 5360 vereadores. Sozinho, o PSDB tem 73 segundos de tempo de rádio e televisão, perde apenas para o PT, que tem 92 segundos, e o MDB com 88 segundos.

O terceiro grande é o PT com cinco governadores, nove senadores, 255 prefeitos, 57 deputados federais, 108 deputados estaduais e 2809 vereadores. Maior derrotado na eleição municipal de 2016, o desafio do PT é manter de pé a estrutura que construiu ao longo dos últimos anos. Curiosamente, é o partido que lidera as pesquisas de intenção de voto para presidente da República, embora seja improvável que Lula, preso em Curitiba, venha a ser o candidato.

Estima-se que Lula pode transferir cerca de 12% de seus votos a outro nome do PT, mas os nomes testados nas pesquisas Datafolha estão na faixa dos 2%. Embora não reconheça publicamente, o grande objetivo do PT nesta eleição será eleger a maior bancada possível de deputados federais, a fim de conseguir uma boa fatia do bolo de recursos públicos e tempo de TV para se manter no jogo.

Graças à bancada que elegeu em 2014, o PT é dono do maior tempo de TV e do segundo maior volume de recursos financeiros públicos: R$ 313,3 milhões de reais, sendo R$ 101 milhões do fundo partidário e R$ 212 milhões do fundo eleitoral. O MDB é o primeiro, com R$ 317 milhões de fundos públicos, e o PSDB, o terceiro, com R$ 217 milhões disponíveis para gastar em 2018.

O PSL, partido do líder das pesquisas, Jair Bolsonaro, vai à guerra com 30 prefeitos, três deputados federais, 17 deputados estaduais e 876 vereadores. Em matéria de recursos, tem R$ 15 milhões, uma fração do que dispõem PMDB, PT e PSDB.

O Rede de Marina Silva tem um senador, dois deputados federais, nenhum estadual e 178 prefeitos. Ciro Gomes, pré-candidato do PDT, terceiro nas pesquisas, está em situação bem melhor: dois governadores, três senadores, 330 prefeitos, 21 deputados federais, 60 deputados estaduais e 3764 vereadores. É também quem conta mais dinheiro — R$ 88 milhões contra R$ 15 milhões do Rede de Marina.

Frente a MDB, PT e PSDB, os partidos dos líderes das pesquisas podem ser chamado de nanicos. O tempo de TV de cada um deles é quase nada: O PDT de Ciro tem 28 segundos, o PSL de Bolsonaro três segundos e o Rede de Marina, dois segundos.

Daí as articulações frenéticas em torno de alianças partidárias.

Deixe seu comentário: