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Oscar 2019: qual filme deve representar o Brasil na disputa

Nesta terça-feira será anunciado o representante brasileiro na entrega do Oscar. (Foto: reprodução).

Quem será o representante do Brasil na corrida pelo Oscar de melhor filme estrangeiro em 2019? A pergunta será respondida nesta terça-feira, quando será anunciado nosso representante.

O País tenta quebrar um longo jejum. A última indicação brasileira foi em 1999, com Central do Brasil. Desta vez, 22 filmes disputam uma vaga. Entre os concorrentes, quatro despontam como favoritos: Ferrugem, Benzinho, O Grande Circo Místico e As Boas Maneiras. O blog AdoroCinema elencou os concorrentes, abordando um pouco de cada filme.

Os 22 concorrentes

Ferrugem, de Aly Muritiba: Mostra os obsessivos compartilhamentos de vídeos de sexo e morte, via WhatsApp.

Como É Cruel Viver Assim, de Júlia Rezende: Uma linha narrativa que contraria as convenções de roteiro, numa trama que diz muito mais do que o que aparenta na superfície.

Benzinho, de Gustavo Pizzi: Uma das forças é o elenco que se comporta como time, extremamente entrosado na alegria e nas brigas, em enquadramentos que privilegiam a junção de todos em cena.

O Animal Cordial, de Gabriela Amaral Almeida: Quando a violência explode, Gabriela Amaral se diverte tanto com pitadas de humor, como ao abraçar as convenções do gênero.

Ex-Pajé, de Luiz Bolognesi: O diretor jamais se esconde por trás de uma falsa objetividade, assumindo seu ponto de vista e sua presença naquele local. Ex-Pajé reconhece a sua função de representar uma realidade.

Yonlu, de Hique Montanari: O ótimo trabalho de animação se apropria dos desenhos originais de Yonlu para criar movimentos próprios, enquanto personagens animados adquirem contornos reais. Recursos analógicos de iluminação e enquadramento se combinam com distorções digitais.

O Desmonte do Monte, de Djin Sganzerla: O extenso material de arquivo que é apresentado ao longo do documentário dá toda a profundidade necessária para ser possível o embarque a um passado que deveria ser mais notório e discutido.

As Boas Maneiras, de Juliana Rojas e Marco Dutra: A construção minuciosa transforma a relação de servidão de Clara a Ana em um romance comovente e convincente dentro da proposta absurda do longa.

Paraíso Perdido, de Monique Gardenberg: Praticamente um dream team do cinema brasileiro contemporâneo, o elenco mostra-se afinado.

Não Devore meu Coração, de Felipe Bragança: As belezas vão muito além do imaginário de fuga representado pelas fronteiras entre países. O filme abre-se à possibilidade do sonho, da releitura histórica pela metáfora do amor impossível.

Unicórnio, de Eduardo Nunes: Nunes tem um controle impressionante da narrativa, que se comprova no fato de que o filme encontra sua força nos momentos não verbais.

Talvez uma História de Amor, de Rodrigo Bernardo: Divertido e bem produzido, traz um inusitado frescor a um gênero tão batido, pelos rumos que sua narrativa envereda. Com um elenco carismático e em sintonia.

Alguma Coisa Assim, de Mariana Bastos e Esmir Filho: Tecnicamente, o filme tem seu valor, especialmente na fotografia. No final das contas, o longa não traz muito de novo com relação ao curta.

Antes que Eu me Esqueça, de Tiago Arakilian: Bem intencionado e honesto, o filme se perde em uma imensa desorganização narrativa. Os personagens são simpáticos, mas a sucessão de eventos e atitudes são pouco desenvolvidas.

Entre Irmãs, de Breno Silveira: O cansaço em torno dos personagens acaba sendo inevitável, também devido ao tom novelesco da própria narrativa.

Canastra Suja, de Caio Sóh: Os conflitos individuais parecem verossímeis graças ao trabalho de fotografia: com longos planos-sequência em câmera na mão, cria-se uma excelente dinâmica dentro da casa, registrando cada detalhe dos corpos e dos movimentos.

Aos Teus Olhos, de Carolina Jabor: Peca por ser extremamente raso. A intencional ausência de maiores informações acerca dos personagens centrais, de forma a replicar na tela o que acontece nas redes sociais.

Encantados, de Tizuka Yamasaki: História interessante e ensinamento importante, mas o filme é prejudicado em especial pela montagem truncada e nada sutil, que destrói o ritmo da trama.

O Grande Circo Místico, de Cacá Diegues: O filme fica aquém do retrato de deslumbramento comum ao circo: os números são burocráticos, executados na maior parte do tempo diante de uma plateia vazia. A trupe tem pessoas no local há gerações, mas não revelam apego particular às artes circenses.

Além do Homem, de Willy Biondani: O roteiro resgata noções fortes do que constituiria a identidade nacional, de acordo com o imaginário popular: a malandragem, o ‘jeitinho’, a corrupção tacitamente aceitada.

O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes: As intenções do documentário são de extrema relevância neste país em que a juventude negra constitui o principal alvo da violência policial e de violações de direitos humanos.

Dedo na Ferida, de Silvio Tendler: Discute o controle dos governos pelo capital financeiro. O documentário busca compreender a cadeia de relações políticas que põe o Estado cativo do interesse privado.

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