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Pacientes com glaucoma têm mais risco de acidente de carro

Motoristas devem se consultar regularmente com oftalmologistas para descobrir a doença. (Foto: Pixabay)

Quem tem glaucoma deve ter cuidado redobrado ao dirigir. Esse é o alerta que o CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) dá aos brasileiros durante a Semana Mundial do Glaucoma. A doença causa a atrofia do nervo óptico, responsável por levar a informação visual do olho ao cérebro. Por conta disso, ocorre uma perda lenta e progressiva da visão, iniciando-se pela visão periférica e podendo culminar com a cegueira.

Um estudo realizado por pesquisadores e membros do CBO, e publicado na revista científica Investigative Ophthalmology & Visual Science (Oftalmologia Investigativa e Ciências Visuais, em tradução livre), mostra que motoristas diagnosticados com glaucoma apresentavam maior dificuldade em discriminar objetos, inclusive entre os que ainda apresentam uma visão de 100%, ou seja, em estágios iniciais da doença. Os participantes foram separados em dois grupos – os que tinham glaucoma e o controle (não tinham a doença).

“Pacientes com glaucoma levam um tempo de reação maior do que o grupo controle para reagir às informações recebidas ao dirigir e, levando-se em conta de que no trânsito as tomadas de decisões têm que ser rápidas, essa demora pode ser perigosa”, disse Nara Gravina Ogata, membro do CBO e uma das autoras do estudo.

Orientações específicas para evitar tragédias

De acordo com Nara, até então, a atenção era dada apenas para a acuidade visual e, em alguns casos, para o campo de visão que a pessoa enxerga. Mas agora, há evidências de que a visão seja “muito mais do que isso”. “Precisamos fazer a avaliação do paciente de forma mais completa para diminuir os riscos de trânsito”, afirmou.

Pacientes diagnosticados com a doença devem conversar com seus oftalmologistas sobre dirigir. “Os médicos darão orientações específicas a cada paciente com glaucoma, porque a avaliação do estágio da doença será decisivo para essa orientação”, destacou Wilma Lelis Barbosa, membro do CBO e atual presidente da Sociedade Brasileira de Glaucoma.

Sintomas

O glaucoma é assintomático na maioria dos casos, ou seja, até que a perda visual seja percebida (o que ocorre na fase avançada da doença), o dano causado terá gerado uma grande perda irreversível do nervo óptico sem que os portadores tenham qualquer sinal ou sintoma.

Mas, quando o tipo de glaucoma chamado de angulo fechado, no qual pode haver uma crise aguda com pressão intraocular muito alta repentinamente, gerando sintomas de dor muito forte no olho e irradiada para a cabeça (lembra uma enxaqueca), vermelhidão ocular e redução da visão.

Diagnóstico

Por meio de um exame que mede a pressão intraocular, realizado em consultas oftalmológicas de rotina, é possível avaliar o fundo do olho e chegar ao diagnóstico ou levantar a hipótese da doença em quadro inicial. Exames complementares, como retinografia, tomografia e campimetria, serão uteis para confirmar o diagnostico.

Tratamento

O glaucoma, por ser uma doença crônica não tem cura, mas controle. Ao ter o diagnóstico, o que se busca é a estabilidade do quadro de perda visual e isso será conseguido com o tratamento regular e disciplinado de medicações (na maioria das vezes são colírios). Procedimentos à laser e cirurgia podem ser indicados de a depender do caso. Além disso, são necessários exames complementares, no máximo a cada ano, para se ter certeza da estabilidade da doença.

Irreversível

A doença provoca danos irreversíveis aos olhos, podendo levar à cegueira.

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