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Padre acusado de cometer pedofilia é preso nos Estados Unidos

Thomas P. Ganley, de 63 anos, foi preso no primeiro caso apurado pela operação Força-Tarefa contra pedofilia na Igreja Católica de Nova Jersey. (Foto: Reprodução)

Um padre de Phillipsburg, ao Norte de Nova Jersey, nos Estados Unidos, foi detido sob a acusação de abuso sexual infantil cometido no início dos anos 1990, informou a procuradoria geral norte-americana neste sábado (19), citada pelo jornal The New York Times.

Thomas P. Ganley, de 63 anos, foi preso na última quarta-feira (16) no primeiro caso apurado pela operação Força-Tarefa contra pedofilia na Igreja Católica de Nova Jersey, formada no ano passado para investigar as denúncias. A acusação remonta entre os anos de 1990 e 1994. O suposto abuso teria ocorrido na Igreja de Santa Cecília, pertencente à diocese de Phillipsburg. As autoridades não revelaram o sexo da vítima, mas relataram que, na ocasião, ela tinha entre 14 e 17 anos.

James F. Checchio, bispo de Metuchen, disse, em um comunicado, que nunca recebeu nenhuma acusação de abuso sexual ou conduta imprópria relacionada a Ganley. A prisão foi decretada pela procuradoria geral da Força-Tarefa, criada em setembro de 2018 em resposta à publicação de um relatório de 1350 páginas do Júri da Pensilvânia. O documento detalha mais de mil acusações de abusos cometidos por padres católicos de quatro das seis dioceses do Estado.

Carta

Em uma longa e incomum carta enviada aos bispos norte-americanos, o papa Francisco admite a perda de credibilidade da Igreja por causa dos recentes escândalos de abuso sexual e pede ao clero americano que mostre unidade para enfrentar a crise. A carta foi enviada aos bispos dos EUA que estavam reunidos para um seminário em Chicago.

Nela, Francisco afirma que a resposta ao escândalo mostra a necessidade urgente de uma nova abordagem de gestão e mentalidade dentro da Igreja. “O povo fiel de Deus e a missão da Igreja continuam sofrendo muito como resultado de abusos de poder, consciência e abuso sexual e da maneira como foram administrados”, escreveu o papa, acrescentando que os bispos “se concentraram mais em apontar dedos do que na busca por caminhos de reconciliação”.

“A perda de credibilidade requer uma abordagem específica, já que não pode ser recuperada através da emissão de decretos duros ou simplesmente criando novos comitês ou melhorando os fluxogramas, como se estivéssemos encarregados de um departamento de recursos humanos”, escreveu Francisco.

As tentativas de restaurar a credibilidade da instituição devem se basear na reconstrução da confiança, escreveu, em vez de “se preocupar com marketing ou criar estratégias para recuperar o prestígio perdido”. O pontífice também alertou contra a redução da missão da Igreja à administração de um “negócio de evangelização”.

Abusos 

Uma série de escândalos de abuso sexual infantil abalou a Igreja Católica, que tem 1,3 bilhão de seguidores em todo o mundo. Francisco tem lutado para resolver o problema, conforme o escândalo corrói a autoridade da Igreja em meio a divisões agudas em Roma sobre como lidar com as consequências.