Quinta-feira, 05 de Dezembro de 2019

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Brasil Para Bolsonaro, a amizade entre o seu filho Eduardo e a família Trump “não tem preço”

"Estão tentando dar contornos de que o presidente poderia estar voltando atrás", disse Eduardo. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

Na cerimônia dos 200 dias do seu governo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a defender, mais uma vez, a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) para ser embaixador do Brasil nos Estados Unidos. Nesta quinta-feira (18), Bolsonaro disse que a amizade do seu filho com a família de Donald Trump “não tem preço”.

“A amizade que ele [Trump] tem, a sua família pelo meu filho, não tem preço”, declarou o presidente. No Palácio do Planalto, Bolsonaro discursou para uma plateia de ministros e autoridades, incluindo o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Caso cumpra a promessa de indicar o filho, os senadores precisam aprovar o nome de Eduardo.

“O meu filho Eduardo ia sair do Brasil. Aí eu estimulei: presta um concurso. Passou para a Polícia Federal. Já falava inglês e espanhol. Enquanto aguardava o recrutamento, ele fez o intercâmbio”, disse o presidente. Bolsonaro voltou a citar os afazeres de Eduardo enquanto esteve no exterior e afirmou que não patrocinou a sua estadia nos Estados Unidos. “E ele então foi para fritar hambúrguer e entregar pizza nos Estados Unidos.”

O presidente relatou ainda o momento em que esteve com o presidente americano na Casa Branca. Segundo ele, o anfitrião convidou Eduardo para participar da conversa.

Após a cerimônia, Alcolumbre falou sobre o discurso de Bolsonaro. Ele disse não ter interpretado a fala como um apelo para que Senado aprove a indicação de Eduardo.

“Ele não está fazendo um apelo público. Ele está falando isso desde o dia que ele criou o desejo de fazer a indicação do deputado Eduardo. Ele tem falado constantemente sobre isso. Na solenidade, ele falou novamente, e eu reitero a minha manifestação. Eu vou aguardar a mensagem porque todos nós estamos falando sobre uma especulação de uma mensagem”, disse Alcolumbre.

Perguntado se havia a possibilidade de que o voto para a ocasião fosse aberto, o presidente do Senado ressaltou que a regra impõe o voto fechado. “Não tenho esse conhecimento, porque se tiver esse movimento para abrir o voto vai ter que abrir para todas as autoridades.”

Ministro

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que não trabalha com a hipótese de o deputado federal Eduardo Bolsonaro ser rejeitado na consulta ao governo dos Estados Unidos. O chanceler afirmou que o presidente norte-americano Donald Trump já deu “sinais” em favor do filho de Jair Bolsonaro.

“Foram dados todos os sinais de Trump em favor da pessoa do Eduardo Bolsonaro. Não esperaria nenhum problema nisso aí”, disse o ministro.

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