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Para dar um basta no ilusionismo

O deputado Enio Bacci homenageia na sessão de hoje o centenário do Tribunal de Justiça Militar do Estado. (Foto: AL-RS)

A campanha eleitoral, como estabelece a lei, começará dentro de dois meses. É fácil perceber o ceticismo reforçado pelos sucessivos escândalos, mesmo que já tenham ocorrido julgamentos e condenações.

A representatividade depende da respeitabilidade. Para se contrapor à mesquinharia, desilusão e desânimo, os candidatos precisarão aceitar o desafio de refazer a imagem desgastada. Comprovar que não estarão a serviço de interesses pessoais e grupais. Dar adeus ao oportunismo e apresentar o atestado de vacina contra a baixa política.

Será pedir muito?

Mudou

A sustentação de candidaturas tem um novo perfil. Exemplos: Jair Bolsonaro, do PSL, e Marina Silva, da Rede. Os dois partidos somam apenas dez deputados federais e não têm um governador. A Rede elegeu só um prefeito de capital, Macapá.

Briga no ninho tucano

Articulação nos bastidores para furar a fila: João Doria, craque do marketing político, quer tirar de Geraldo Alckmin a condição de candidato à Presidência.

Opostos

Na abertura da sessão da Assembleia, hoje à tarde, o deputado Enio Bacci vai homenagear o centenário do Tribunal de Justiça Militar do Estado. No plenário estará o deputado Pedro Ruas, que defende a extinção do órgão.

Sem pressa

A 27 de fevereiro, o Diário Oficial da União publicou medida provisória criando o Ministério da Segurança Pública. Ontem, passados 107 dias, a Câmara dos Deputados aprovou, demonstrando que a celeridade não é o forte em Brasília.

Enfim, um especialista

Desde que foi criado em 1999, o Ministério da Defesa teve 11 titulares civis. Foram dois na gestão Fernando Henrique, quatro com Lula, mais quatro com Dilma Rousseff e um com Michel Temer. Alguns precisaram fazer cursinho rápido de continência e posição de sentido. Só agora houve a nomeação de um militar, o general de Exército Joaquim Silva e Luna.

O que se poderia fazer

O prejuízo de 33 bilhões de reais, provocado pela greve dos caminhoneiros, permitiria algumas alternativas: financiar 330 mil casas populares, construir 20 mil escolas ou 10 mil postos de saúde. Outra comparação: o valor equivale a 100 por cento do custo anual do programa Bolsa-Família.

O cálculo é do professor Mauro Rochlin, da Fundação Getúlio Vargas.

Situação grave

Mesmo com muitos esforços, a recuperação da tradicional Beneficência Portuguesa mostra-se inviável. No diagnóstico feito por técnicos do Hospital Sírio Libanês, de São Paulo, não foi localizada parte dos equipamentos de alto custo, comprados por meio de emendas parlamentares.

Começo da recuperação

Fernando Henrique Cardoso assumiu o Ministério da Fazenda a 19 maio de 1993. Lançou a primeira etapa de seu plano de ação a 14 de junho, tendo como base o corte de 6 bilhões de dólares no orçamento, além de mecanismos para controle e fiscalização de gastos.

Da teoria à prática

Na reunião ministerial, Fernando Henrique classificou o seu plano como dieta orçamentária para conter a inflação. O presidente Itamar Franco foi adiante: “As elites empresariais alienadas terão de tirar o Brasil da crise por bem ou por mal.”

Cumprindo a promessa, a 27 de fevereiro de 1994 começou a ser executado o Plano Real, que derrubou a inflação, tributo cruel pago sobretudo pelos assalariados.

Diferença

Em países da União Européia, 80 por cento dos procedimentos da população com setores públicos ocorrem via Internet. Na América Latina, ficam em 7 por cento.

Há 120 anos

A 14 de junho de 1898, o governo brasileiro consolidou suas dívidas com banqueiros ingleses. A negociação foi conduzida pelo presidente da República eleito, Campos Salles, em viagem pela Europa. Grande parte tinha como origem despesas da Guerra do Paraguai. A renda da Alfândega do Rio de Janeiro tornou-se a garantia dos credores.

Lição vem de longe

O Padre Antonio Vieira disse em 1652 e se enquadra na atual circunstância do Estado brasileiro: “Não há fim sem meios.”

 

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