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Para equipe atual, os planos para a reforma da Previdência do próximo governo não são claros

Assunto é motivo de desgastes para o governo de transição. (Foto: EBC)

Auxiliares do presidente Michel Temer indicam que falta clareza sobre os planos do presidente eleito Jair Bolsonaro para a reforma da Previdência. Na avaliação da equipe atual, há pelo menos três visões diferentes sobre o problema: a do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, a do deputado Onyx Lorenzoni e a do próprio presidente eleito.

Conforme a Coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo, para funcionários da Casa Civil, o esforço necessário para mobilizar o Congresso Nacional em torno do tema da reforma da Previdência não vale a pena se não for para aprovar mudanças significativas na Previdência, como a adoção de idade mínima para as aposentadorias.

Já na equipe de Jair Bolsonaro, a avaliação é a de que só seria possível aprovar uma reforma antes da posse do novo governo medidas menos ambiciosas, com menor impacto para a população, assim como as contas da Previdência, e menor ônus político para os parlamentares.

Há também a preocupação do presidente eleito com a preservação do capital político que conquistou nas eleições. Bolsonaro prefere não gastá-lo à toa na largada e correr o risco de sofrer desgaste antes da posse, afirmam seus colaboradores.

Congresso à espera

Os parlamentares aguardam um posicionamento mais claro do futuro governo sobre que proposta poderia ser colocada em votação ainda este ano. A expectativa é de que o projeto não consiga passar por todas as tramitações necessárias ainda em 2018, mas os deputados pedem que a equipe econômica do novo governo sinalize com algum texto ao Legislativo.

O líder do DEM, Rodrigo Garcia (SP), que foi eleito em outubro vice-governador de São Paulo, disse que os 44 integrantes do partido têm “simpatia” pela pauta econômica e as medidas de ajuste fiscal e que os detalhes da reforma previdenciária devem ser discutidos em cima do que for apresentado. “O futuro ministro da Casa Civil [Onyx Lorenzoni (DEM-RS)] tem que tomar uma decisão para que eu consulte a bancada”, disse.

“Não existe nenhum pedido oficial do governo sobre reforma da Previdência. Existe especulação. A reforma avançou no Congresso mas vai depender muito mais de uma decisão, um pedido ao atual Congresso, para que se debruce sobre isso, porque aparentemente é natural que o novo Congresso [que assumirá em 2019] avalie isso. Enquanto não tiver uma palavra definitiva sobre o futuro governo, é difícil a gente dar uma opinião”, disse Garcia.

Sobre a declaração de Bolsonaro de que seria importante o Congresso dar algum passo, “por menor que seja”, em direção à aprovação da reforma, o deputado federal Ricardo Trípoli (PSDB-SP) disse que o PSDB vai “analisar com critério”. “Estaremos voltados para o que for fundamental. Eu acho que a hora que chegar a motivação [por meio de um projeto], sim [votaremos favoravelmente]. Senão, não”, defendeu.

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