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Para Fiergs, queda na taxa básica de juros da economia só deve ocorrer a partir do segundo semestre

"A recessão acelerada e o encaminhamento de uma definição para a crise política, qualquer que seja seu sentido, certamente pesaram na decisão [do Copom]", disse Heitor Müller (Foto: Banco de Dados)

O presidente da Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), Heitor José Müller, avaliou a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central de manter a Selic (taxa básica de juros básicos da economia)  em 14,25% ao ano – o maior patamar em quase dez anos. Segundo ele, a taxa só deve cair a partir do segundo semestre, quando a política monetária passa a mirar a meta do ano seguinte.

“O Banco Central parece ter seguido o compasso de espera que pauta o comportamento de empresários e consumidores nas últimas semanas. A recessão acelerada e o encaminhamento de uma definição para a crise política, qualquer que seja seu sentido, certamente pesaram na decisão”, declarou Müller.

De acordo com o presidente da Fiergs, é pertinente alertar que o combate à inflação, nos próximos meses, só se dará por meio de medidas corajosas do governo federal. “É preciso agir com rigor na política fiscal, encaminhando mudanças básicas na estrutura de despesas federais”, alertou Müller.

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