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“Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sérgio Moro”, diz Bolsonaro

Bolsonaro (D) afirmou ter escolhido bem a sua equipe de ministros e fez referências ao fato de Moro não ter se unido à equipe ainda durante o período da campanha eleitoral. (Foto: Carolina Antunes/PR)

Depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) decidir pelo fim da prisão de pessoas condenadas em segunda instância, o presidente Jair Bolsonaro fez referências à Operação Lava-Jato e elogiou o ministro da Justiça e Segurança, Sérgio Moro. “Parte do que acontece na política do Brasil devemos a Sérgio Moro”, afirmou.

Minutos antes, ele associou sua eleição para presidente da República à atuação de Moro enquanto estava na Lava-Jato. As afirmações foram feitas durante a cerimônia de formatura de profissionais da PF (Polícia Federal), realizada na manhã desta sexta-feira (08).

Ainda no discurso, Bolsonaro afirmou ter escolhido bem sua equipe de ministros e fez referências ao fato de Moro não ter se unido à equipe ainda durante o período da campanha eleitoral. O presidente afirmou que Moro não poderia se aproximar de políticos, não poderia ter um partido. “Ele estava cumprindo uma missão. Se a missão [não] fosse bem cumprida eu também não estaria aqui.”

Recebido aos gritos de “mito”, Bolsonaro, afirmou aos formandos: “fico imaginando o que passa na cabeça de vocês, a vontade de acertar… Mas botem uma coisa na cabeça de vocês. Nós, pessoas de bem, somos maioria desse Brasil”. Depois da cerimônia, Bolsonaro foi para o Palácio Alvorada.

Nesta sexta-feira, Bolsonaro fugiu à rotina de parar para conversar com populares. Pela manhã, antes de ir à cerimônia, passou direto por um grupo de apoiadores que se concentravam na frente da residência oficial.

A decisão do Supremo, dada na quinta-feira (07), depois de um longo período de discussão, abre o caminho para que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva entre em liberdade. Lula está preso em Curitiba, condenado por corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão deverá beneficiar ainda cerca de 5.000 pessoas que estão presas depois de condenação de segunda instância.