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Partidos do Centrão veem pior momento do governo e impõem condições a medida provisória

Governo blindado por investimento milionário em carros à prova de balas. (Foto: EBC)

Após as manifestações contra os cortes na educação e em meio ao avanço das investigações sobre o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), líderes dos principais partidos do Congresso dizem que o governo Jair Bolsonaro enfrenta o seu “pior momento” e preveem uma nova onda de derrotas para o Palácio do Planalto na próxima semana.

Caciques do chamado Centrão avaliaram nesta quinta-feira (16) que o desgaste de Bolsonaro com as ruas e a quebra dos sigilos bancário e fiscal sobre as movimentações financeiras de seu filho mais velho dão força à articulação do Congresso para, entre outros movimentos, sacramentar a saída do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) das mãos do ministro da Justiça, Sérgio Moro.

Após encontros com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), integrantes do Centrão dizem que a votação da MP (medida provisória) da reestruturação do governo só depende do Planalto. De acordo com eles, os articuladores políticos do governo precisam enquadrar os partidos de sua base para que o texto aprovado na semana passada em comissão especial seja apreciado sem alterações no plenário da Câmara. Do contrário, a medida poderá perder a sua validade.

Se a medida provisória que reestrutura a Esplanada não for aprovada até o dia 3 de junho na Câmara e no Senado, ela perderá a validade. A ala mais inflamada do Centrão chegou a dizer que só uma declaração pública do alto escalão do governo a favor da transferência do Coaf para o ministério de Paulo Guedes (Economia) seria capaz de controlar a atuação do PSL contra a medida.

Maia sinalizou aos líderes do Centrão que vai atuar para que o Planalto cumpra o acordo e distensione a relação. Um dos líderes do Centrão disse que o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, se comprometeu a atuar para que a votação no plenário ocorra sem intercorrências.

O Planalto já teria conseguido convencer uma ala dos partidos contrários à mudança de endereço do Coaf a votar o texto como está, mesmo que seja para perder. Fazem parte desse grupo Podemos, Cidadania e Novo.

Demissão de ministro

Desmentidos na terça-feira (14) pelo Palácio do Planalto, líderes do Patriota, PROS, PSC, PV, Cidadania, Novo e Podemos prometeram dar o troco no governo e até falam na necessidade de demissão do ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Na terça, em encontro marcado a convite do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), Bolsonaro ligou para o ministro da Educação e pediu para suspender o contingenciamento de recursos nas universidades. Segundo eles, o presidente afirmou que o corte estava suspenso.

Ao saírem da reunião, os presentes, incluindo o líder do PSL, Delegado Waldir (GO), e o próprio Major Vitor Hugo, contaram a novidade para aliados, mas logo foram desmentidos pelo Ministério da Economia, pelo Ministério da Educação e pela própria Casa Civil.

Ainda na terça, no plenário da Câmara, Capitão Wagner (PROS), presente no encontro, se queixou do ocorrido: “Não vou admitir, como aliado do governo, ser chamado ao Palácio do Planalto para tratar de uma questão séria como essa, presenciar o presidente da República pegar um celular, ligar para um ministro na presença de vários líderes partidários e com todas as letras o presidente disse ‘a partir de agora o corte está suspenso’. Se o governo não sustenta o que o presidente disse na presença de 12 parlamentares, não sou eu que vou passar por mentiroso perante a nação”.

José Nelto (GO), líder do Podemos, defendeu o relato de quem estava presente na reunião. “Nenhum dos líderes mentiu. Todos os líderes são honrados. Ele [Weintraub] é que provocou a balbúrdia e fez cortes na educação, e ele é que vai ter que explicar”, declarou.

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