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A partir de sexta-feira, mulheres poderão assistir a partidas de futebol na Arábia Saudita

Mulheres poderão assistir a jogos nos estádios. (Foto: Reprodução)

Pela primeira vez na Arábia Saudita, as mulheres poderão assistir a partir de sexta-feira na capital Riad, em Jidá e em Dammam às partidas de futebol da liga profissional, anunciaram nesta segunda-feira (8), as autoridades locais.

Os jogos que poderão contar com o público feminino são Al Ahli contra Al Batin, no dia 12; Al Hilal contra Al Ittihad, no dia seguinte; e Al Ittifaq contra Al Faisali, no dia 18, informou o Ministério Saudita de Informação e Cultura.

A decisão faz parte do conjunto de reformas empreendidas pelo jovem príncipe herdeiro Mohamed bin Salman no reino muçulmano ultraconservador.

A autoridade geral do esporte anunciou em outubro que três estádios, até então reservados apenas aos homens, poderiam receber famílias no começo de 2018. É o caso do Estádio Internacional Rei Fahd, em Riad; a Cidade Esportiva Rei Abdalá, em Jidá; e o Estádio Príncipe Mohamed bin Fahd, em Dammam.

Esta é apenas uma das medidas anunciadas nos últimos meses a favor das mulheres, que incluem também a autorização para elas conduzirem veículos a partir de junho, e a reabertura dos cinemas em março.

Nada de se adiantar
Em outubro passado a polícia da Arábia Saudita anunciou ter multado uma mulher que apareceu em um vídeo dirigindo um veículo e exigiu “respeito à lei” até que a proibição para que mulheres conduzam seja suspensa, o que vai acontecer neste ano.

O incidente ocorreu menos de duas semanas depois de ser publicado um decreto real no qual o país anunciou que as mulheres poderão dirigir de forma legal a partir de junho. A Arábia Saudita é o único país do mundo no qual este direito é negado às mulheres.

A pessoa em questão foi multada por ter infligido as normas de circulação ao ser filmada dirigindo um carro na área externa de um hotel de luxo na capital do reino saudita, Riad.

“A mulher que conduzia saindo do hotel Ritz Carlton não foi presa”, esclareceu um porta-voz da polícia saudita, informando que o proprietário do veículo também recebeu uma multa. Não foram informados mais detalhes sobre as punições.

“Pedimos aos cidadãos sauditas que respeitem a lei e esperem o fim formal da proibição que não permite que as mulheres dirijam”, completou o porta-voz.

A militante saudita Manal al-Sharif, que vive em Sydney, declarou meses atrás que está ansiosa para voltar a dirigir em seu país, depois que o reino autorizou as mulheres a conduzirem veículos.

Líder do movimento de protesto “Women2Drive”, Manal ficou presa por nove dias em maio de 2011 por ter publicado na internet um vídeo no qual ela dirigia pela cidade saudita de Jobar.

A medida, que deve entrar em vigor em junho, leva a marca do príncipe herdeiro Mohamed bin Salman, de 32 anos, promotor de um amplo programa de reformas econômicas e sociais conhecido como “Visão 2030”.

“É um dia verdadeiramente histórico”, declarou Manal a um jornal local. “Vou ser sincera: acabo de chorar”, desabafou a ativista, que foi viver na Austrália depois de deixar a prisão. “Meu carro continua lá (…). Minha família o conservou. Vou dirigir, mas legalmente desta vez”, completou.

A organização Human Rights Watch celebrou o fim da proibição, qualificada por sua diretora para o Oriente Médio, Sarah Leah Whitson, como uma “vitória importante para as mulheres sauditas que, corajosamente, durante décadas, enfrentaram a discriminação sistemática”.

“Agora, as autoridades sauditas devem garantir que as mulheres tenham permissão de dirigir da mesma maneira que os homens, ou seja, sem restrições”, acrescentou.

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