Últimas Notícias > CAD1 > Jogando fora de casa, o Inter enfrenta nesta quarta-feira o Bahia com o desafio de manter no segundo turno do Brasileirão a boa campanha colorada

Pela primeira vez em uma eleição presidencial no Brasil, 75% do tempo do programa eleitoral deverá ser destinado exclusivamente ao presidenciável. Os seus apoiadores só poderão aparecer nos 25% restantes

A determinação ainda é motivo de dúvidas. (Foto: Reprodução)

Pela primeira vez em uma eleição presidencial no Brasil, neste ano os marqueteiros terão que respeitar uma regra por meio da qual 75% do tempo do programa eleitoral deve ser destinado exclusivamente ao próprio candidato à Presidência da República que detém a aparição. Os seus aliados e apoiadores só poderão aparecer nos 25% restantes.

Segundo analistas políticos, essa novidade jogou a campanha política de 2018 em uma espécie de limbo. Há dúvidas, por exemplo, se os candidatos terão que aparecer o tempo todo do espaço a quem têm direito ou se os marqueteiros poderão utilizar imagens narradas por eles. Ou então se o vice na chapa poderá dividir tal período de tempo com o presidenciável.

PT

Caso essa última hipótese seja vedada, o PT terá problemas em insistir na candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), preso há quatro meses na Superintendência da PF (Polícia Federal) em Curitiba (PR), onde cumpre sentença de 12 anos de prisão, no âmbito da Operação Lava-Jato, por corrupção passiva e lavagem do dinheiro, no caso do triplex do Guarujá (SP).

A solução, ao que tudo indica, deverá ser dada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) conforme o andamento da campanha.

Contraponto

A divisão do tempo no programa eleitoral causa outra preocupação: quem, afinal, vai fazer a campanha negativa? Como o presidenciável terá maior presença, sobrarão poucos segundos para o contraponto caso ele não queira se expor diretamente.

A nova regra eleitoral só permite aos candidatos fazerem críticas administrativas e apresentarem propostas na sequência. O objetivo é evitar o que ocorreu em 2014, quando a campanha da então presidente Dilma Rousseff (2011-2016) desconstruiu a da candidata Marina Silva, então do PSB e hoje na Rede Sustentabilidade.

Advogados especialistas em direito eleitoral recomendam que os ataques fiquem fora do programa de TV e rádio, a fim de evitar a concessão do direito de resposta. Isso pode ajudar candidatos-alvo como Jair Bolsonaro (do PSL-RJ e que conta apenas com nove segundos) a abocanhar o tempo dos seus concorrentes.

Diferente de candidatos de centro, o PT não deve centrar fogo no polêmico deputado federal e militar da reserva. De acordo com fontes ligadas ao partido, a ideia é ir para o ringue contra Bolsonaro somente no segundo turno.

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