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Fim de semana de Dia dos Pais é uma das datas mais violentas no trânsito

Agentes estão nas ruas e estradas até o final deste domingo. (Foto: Divulgação/Detran)

Talvez muita gente não saiba, mas o Dia dos Pais – comemorado sempre no segundo fim-de-semana de agosto, não é somente uma das mais tradicionais e afetivas efemérides temáticas do ano. Trata-se, também, de uma das datas de maior incidência violentas no trânsito das ruas e estradas do País, se incluída na conta a sexta-feira, quando já ocorre um intenso deslocamento de veículos.

A fim de conscientizar as pessoas sobre a ideia de que o melhor presente para um pai é saber que o seu filho está bem (e vice-versa), agentes de diversos órgãos se preparam para a 105ª edição da operação “Viagem Segura”, com início na madrugada desta sexta-feira e que se estende até a o final da noite de domingo.

Na ação de agosto do ano passado, foram registradas 32 mortes no mesmo período, o que dá uma triste média de 10,6 óbitos por dia. Esse índice teve o seu recorde em 2012, com 33 casos fatais (11 por dia). Uma análise estatística dos feriados e datas comemorativas entre 2007 e 2018 aponta que o final de semana de Dia dos Pais tem a segunda pior média nesse quesito (7,4 óbitos por dia), perdendo apenas para o Dia das Mães (8,3), celebrado no segundo fim-de-semana de maio.

Ainda considerando o período 2007-2018, a maioria das ocorrências aconteceu no sábado (39%), com o turno da noite concentrando o maior número de óbitos (41,7%). Quanto aos locais em que ocorreram os acidentes fatais, os municípios gaúchos com maior número de registro são Porto Alegre (19), Pelotas (5), Passo Fundo (4) e Gravataí (3).

O mesmo levantamento aponta que 66% por cento dos casos fatais aconteceram em rodovias. Lideram esse ranking, em número de vidas perdidas, a BR-290 (22 vítimas nesses 11 anos), a BR-116 (20), a RS-324 (7), a RS-153 (6) e a RS-734 (6).

Histórico da operação

Com sete anos completados no último feriado de 15 de novembro, a operação Viagem Segura tem como principais parceiros a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a BM (Brigada Militar) e o seu Comando Rodoviário, bem como o Detran (Departamento Estadual de Trânsito e a Polícia Civil.

Também colaboram órgãos de trânsito municipais (como a EPTC em Porto Alegre), Daer (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem), Cetran (Conselho Estadual de Trânsito), concessionária EGR (Empresa Gaúcha de Rodovias), Famurs (Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul), ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) e Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), além de representantes de entidades sociais, a exemplo do Lions Club e do Instituto Zero Acidente.

Durante as suas 104 edições anteriores, a força-tarefa totalizou quase 5,7 milhões de veículos fiscalizados e mais de 250 mil testes de bafômetro. Foram registradas mais de 1 milhão de infrações, das quais cerca de 21,4 mil foram motivadas por embriaguez ao volante e recusas ao exame. A fiscalização também recolheu aproximadamente 96 mil veículos e mais de 27 mil carteiras de habilitação irregulares.

(Marcello Campos)

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