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Perto da prisão, Lula fala como candidato: “Posso consertar o País”

"O problema no Brasil não é só econômico, é também de credibilidade. Vamos fazer a caravana, ir conversar com o povo", afirmou Lula. (Foto: Reprodução)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu na manhã dessa terça-feira uma entrevista à rádio paranaense Cultura Foz, na qual voltou a criticar o processo que pode lhe levar à cadeia. Para reforçar a ideia de que tem sido vítima de uma perseguição política, Lula afirmou que se considera ”um inocente condenado”.

Sobre o caso do tríplex no Guarujá (SP), o petista afirmou que foi punido com base em mentiras e voltou a criticar o juiz federal Sergio Moro, responsável pela sua condenação na primeira instância – confirmada depois pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região). “Eu avisei o Moro que ele não tinha como me absolver, depois de tantas mentiras”, disse.

O candidato

Lula afirmou ainda que a ação busca impedir sua candidatura à Presidência da República. E, mesmo com a iminente prisão, manteve o discurso de candidato: ”Quero ter a chance de poder provar que posso consertar esse país”. Em seguida, o petista elencou suas propostas eleitorais. ”O problema no Brasil não é só econômico, é também de credibilidade. Vamos fazer a caravana, ir conversar com o povo. Inclusive vamos encontrar o Pepe Mujica na fronteira com o Uruguai para conversar sobre a integração latino-americana”, relatou.

Em outro momento, voltou a citar as caravanas, um símbolo da militância petista. “Vou visitar as universidades e escolas técnicas para encontrar as pessoas que sonham em construir o Brasil. A caravana tem esse sentido, fazer as pessoas voltarem a acreditar no Brasil”, disse. A questão da militância foi citada novamente, quando fez referências à presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann. ”O que eu tenho dito para a Gleisi é: levantar e brigar. Porque temos muito a fazer”, complementou.

PT quer evitar prisão

A cúpula do PT já admite que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser preso antes da Páscoa, em 1º de abril, e por isso decidiu intensificar a campanha para cobrar a reação dos militantes nas ruas. A senadora Gleisi Hoffmann já disse que o partido irá com Lula “até as últimas consequências” e não aceitará de braços cruzados a prisão.

“Se eles querem trucar, nós vamos pagar para ver”, afirmou Gleisi. “Nós não vamos aceitar mansamente a prisão do Lula.” Logo em seguida, porém, a presidente do PT destacou que não estava pregando qualquer ofensiva violenta. Em janeiro, a senadora chegou a dizer que, para prender Lula, seria preciso “matar gente”.

“Antes que me questionem, não estou falando aqui que vai ter revolução. Mas a militância do nosso partido e os movimentos que sempre lutaram ao nosso lado não vão aceitar isso pacificamente”, insistiu a senadora.

Gleisi criticou o que definiu como “inércia” do Supremo Tribunal Federal ao não analisar a legalidade de prisões nos casos de condenação em segunda instância antes de esgotados todos os recursos judiciais. “O que estão fazendo com Lula é uma coisa sem precedentes na história desse País e fere frontalmente a Constituição. Agora, caminha-se para ela ser rasgada outra vez, pela inércia do Supremo de não decidir uma coisa que é vital para a sociedade, e não só para Lula”, atacou a presidente do PT.

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