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Pesquisa Ibope diz que mais de 70% dos brasileiros são contra a flexibilização do porte de armas

Em cinco meses de governo, o presidente Jair Bolsonaro editou três decretos sobre armas. (Foto: Divulgação)

Uma pesquisa do Ibope aponta que 73% dos entrevistados são contrários à flexibilização do porte de armas para cidadãos comuns e 26% são favoráveis. Um por cento não soube ou não respondeu. O direito ao porte é a autorização para transportar a arma fora de casa.

Os entrevistados também foram questionados sobre a posse de armas: 61% são contrários a mais facilidade para possuir arma em casa; 37% são favoráveis e 2% não souberam ou não responderam. Em cinco meses de governo, Bolsonaro cumpriu promessa de campanha e editou três decretos sobre armas.

A pesquisa do Ibope foi realizada entre os dias 16 e 19 de março, antes de dois decretos editados pelo governo com foco no porte de armas. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 143 municípios brasileiros. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.

A opinião sobre a flexibilização da posse varia de acordo com a região do País e entre homens e mulheres. Na região Sul, o apoio à medida é maior: 48%.

A pesquisa Ibope diz ainda que 51% da população discorda da afirmação de que o aumento de pessoas armadas torna a sociedade mais segura. Além disso, 37% discordam da ideia de que ter uma arma em casa a torna mais segura. Por outro lado, 31% afirmam ter total convicção de que a casa fica mais segura com uma arma.

No caso do porte, 47% dos entrevistados discordam totalmente que carregar uma arma deixa a pessoa mais segura, e outros 18% discordaram em parte.

Bolsonaro

Em almoço com caminhoneiros na última sexta-feira (31) em Goiás, o presidente Jair Bolsonaro incentivou a categoria a dar entrada no pedido de porte de arma de fogo e afirmou que, quem tiver armamento, deve usá-lo.

“Quanto mais arma, mais segurança. Se tiver arma de fogo é para usar”, disse o presidente após ouvir relatos sobre falta de infraestrutura nas estradas do País, o que, segundo os caminhoneiros se traduz por falta de policiamento e vias esburacadas.

“No decreto, eu acabei com comprovar a efetiva necessidade. Por enquanto, está um pouco caro aí, mas a gente vai diminuir isso aí. Mas já abriu as portas, dá entrada. Tem um tempo de dois ou três meses que eu botei no decreto para conceder o porte”, disse Bolsonaro aos caminhoneiros.

O almoço com os caminhoneiros não estava previsto na agenda do presidente da República. Segundo a sua assessoria, ele decidiu de última hora parar em Anápolis, na estrada que liga Goiânia a Brasília.