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Brasil Pesquisas indicam que a TV ainda é mais decisiva que a internet na escolha de candidatos pelo eleitor

Propaganda política e debates de candidatos ainda têm grande peso na escolha. (Foto: Reprodução)

Uma pesquisa realizada pelo instituto Ipsos apontou que 47% das pessoas ainda consideram a propaganda eleitoral na TV como o meio de comunicação mais importante na hora de decidir em quem votar para presidente.  Essa preponderância também se dá pelos debates entre candidatos.

Por outro lado, um estudo da ONU (Organização das Nações Unidas) de 2017, intitulado ICT Facts and Figures, mostrou que o Brasil ainda está engatinhando no que se refere à internet. Embora 63% dos lares brasileiros estejam conectados digitalmente, esse número é bem inferior a países da Europa, onde o alcance pode chegar a 84,2%. Países vizinhos também saem na frente quando o assunto é internet. Nas Américas, 65,3% das casas estão incluídas digitalmente.

De acordo com o professor Marcelo Serpa, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), a TV tem poder de influência em virtude da grande penetração social dos aparelhos. Ele, que é especialista em marketing eleitoral, menciona que 97,3% dos lares brasileiros têm acesso à TV e o hábito de assisti-la passa de 75% na maior parte das classes sociais: “As redes são boas para fins de segmentação. Quando a questão é alcance, a TV aberta sai na frente.”

Exemplo

Durante aproximadamente 12 horas por dia, a TV é uma espécie de “membro da família” da professora do ensino fundamental Jane Aleixo, 50 anos. Assim que chega em casa, por volta de 13h, a primeira coisa que ela  faz é ligar o aparelho.

Durante o almoço, o programa de notícias “Jornal Hoje”, da Rede Globo, é a sua companhia preferida. Em seguida, as novelas e programas de celebridades animam a tarde. Quando as filhas chegam em casa, após a faculdade, a família se reúne para jantar enquanto assiste ao ”Jornal Nacional”. A televisão só é finalmente desligada por volta de meia noite, quando começa o “Jornal da Globo”.

A telespectadora conta que adquiriu essa hábito com o pai. Mas neste ano, Jane tem um motivo a mais para deixar o aparelho ligado, já que esse é o meio mais usado por ela para acompanhar as eleições. “Eu assisto ao jornal, às novelas e à propaganda eleitoral. Acho alguns muito engraçados, outros eu já acho muita mentira. Mas eu procuro assistir porque a gente tem que votar”, conta.

Como quase não utiliza redes sociais, a professora retira da televisão todas as informações que a ajudarão a votar no pleito deste ano. Jane faz parte de uma parcela da população que ainda se informa quase exclusivamente pela TV. Mas isso não é tão incomum quanto se pensa.

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