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Pet Shop Boys ridicularizam Donald Trump e político inglês em nova canção

Neil Tennant, um dos músicos do Pet Shop Boys, em protesto contra o Brexit. (Foto: Reprodução/Instagram)

O duo britânico de synth-pop Pet Shop Boys apresentou nesta sexta (8) uma nova música que ridiculariza o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o político conservador inglês Michael Gove. Chamada “Dê uma Chance à Estupidez”, a faixa traz clamores irônicos por um mundo mais auto-centrado e com menos preocupação com o “politicamente correto”.

“As pessoas inteligentes já tiveram a palavra/ É hora de os tolos mostrarem o caminho/ Já tivemos o bastante de especialistas e suas conversas/ Por que focar em fatos quando podemos apenas sentir o sentimento?”, diz a letra cantada por Neil Tennant.

É uma alfinetada na célebre afirmação de Gove, logo após a eleição que determinou a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, de que “as pessoas nesse país já estão cansadas de especialistas”. Mais adiante, Tennant canta: “Garotas estão sempre querendo/ Você tem de agarrar o que puder/ Precisamos de um líder que saiba que dinheiro significa classe/ E com um bom olho para uma bunda perfeita”, em referência a Trump, que já enfrentou inúmeras acusações de assédio sexual e abuso e já afirmou que se sentia o direito de “pegar mulheres pela xoxota”.

É a primeira canção inédita dos Pet Shop Boys desde o álbum “Super”, em 2016. Nos últimos anos, eles vêm lançando versões remasterizadas de suas antigas canções. O grupo foi sempre marcado por aborar temas políticos em seus trabalhos, como na canção “Opportunities (Let’s Make Lots of Money)”, de 1985, cujo título diz “oportunidades – vamos fazer um monte de dinheiro”, em inglês, e era uma crítica à então primeira-ministra da Inglaterra Margaret Thatcher (1925-2013).

Anos depois, eles fizeram lobby com o então premiê David Cameron para perdoar oficialmente o matemático Alan Turing (1912-1954), que fora processado pelo Estado britânico na década de 1950 por ser gay.

HIV

Entre as diversas críticas que recebe, parece que Trump conseguiu marcar pontos com ao menos uma de suas últimas promessas. O presidente anunciou em seu discurso anual ao Congresso sua intenção de acabar com a epidemia de HIV/Aids nos Estados Unidos antes de 2030. As associações e especialistas consideram o projeto ambicioso, mas se mostraram otimistas.

Elas saudaram a iniciativa do presidente norte-americano, mesmo se o chefe da Casa Branca, que no passado já ameaçou cortar os investimentos na prevenção da doença, não deu detalhes sobre as medidas concretas que pretende implementar.

“Controlar o HIV em uma década é uma tarefa gigantesca, mas nós aplaudimos a vontade demonstrada por Trump”, declarou Michael Weinstein, presidente da AIDS Healthcare Foundation, organização de prevenção que administra 64 centros médicos nos Estados Unidos.

“Acreditamos que é inteiramente possível acabar com novas infecções após 2025”, afirmou por sua vez Jesse Milan Jr., diretor-geral da organização Aids United. Mas, sem um orçamento significativo, esta proposta será nada mais do que “uma promessa falsa e cruel”, destaca David Holtgrave, reitor da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de Albany. Isso porque, mesmo se o anúncio foi aplaudido, Trump não explicou durante seu discurso que tipo de investimento pretende fazer para cumprir o compromisso.

A política de prevenção nem sempre foi uma prioridade para a administração Trump. Em 2017, o chefe da Casa Branca ameaçou reduzir em mais de US$ 1 bilhão a contribuição dos Estados Unidos na luta mundial contra a epidemia. Na época, a hipótese foi criticada pelas associações. Já em 2018, Trump demitiu 16 membros do Conselho Consultivo Presidencial sobre HIV/Aids, que contestavam a falta de investimento de Washington na prevenção.

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