A Petrobras aumenta em 0,8% o preço do diesel e em 0,7 o da gasolina

Petrobras voltou a reajustar preços nas refinarias seguindo mercado mundial. (Foto: Agência Brasil)

Em novo ajuste, a Petrobras anunciou nesta segunda-feira (17), aumento de 0,7% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 0,8% no diesel. Os novos valores valem a partir desta terça-feira (18). A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

Nova política de preços

A Petrobras aprovou revisão da política de preços do diesel e da gasolina comercializados em suas refinarias com o objetivo de aumentar a frequência dos ajustes nos preços, que poderão ser feitos a qualquer momento, “inclusive diariamente”.

Pelo novo sistema, a área técnica de marketing e comercialização da Petrobras poderá realizar ajustes nos preços a qualquer momento, desde que os reajustes acumulados por produto estejam, na média Brasil, dentro de uma faixa determinada, entre redução de 7% e alta de 7%.

Em anúncio a acionistas e investidores, a estatal disse que a nova política entrará em vigor já nesta segunda-feira e “permitirá maior aderência dos preços do mercado doméstico ao mercado internacional no curto prazo e possibilitará a companhia competir de maneira mais ágil e eficiente”.

Alterações fora dessa margem precisarão de autorização do Gemp (Grupo Executivo de Mercado e Preços), composto pelo presidente da Petrobras e pelos diretores-executivos de Gás e Refino e de Finanças e Relação com Investidores.

“A avaliação feita pelo GEMP é de que os ajustes que vinham sendo praticados, desde o anúncio da nova política em outubro de 2016, não têm sido suficientes para acompanhar a volatilidade crescente da taxa de câmbio e das cotações de petróleo e derivados”, disse a companhia no fato relevante desta sexta.

No último reajuste, em 14 de junho, a Petrobras reduziu o preço médio da gasolina nas refinarias em 2,3% e do diesel em 5,8%, citando posteriormente preocupação devido à concorrência com produtos importados.

Histórico

Desde que começou a nova política de preços, em outubro do ano passado, a Petrobras anunciou 6 cortes e 2 aumentos no preço dos combustíveis. O primeiro anúncio foi em outubro, quando o preço da gasolina caiu 3,2% e o do diesel, 2,7%. Em novembro, nova queda (de 3,1% e 10,4%, respectivamente).

Em dezembro, foi a vez do primeiro aumento: reajuste de 8,1% na gasolina e de 9,5% no diesel. Em janeiro, a Petrobras fez duas alterações nos preços: no dia 5, subiu o preço do diesel em 6,1% (mas manteve o da gasolina), e no dia 26, reduziu novamente o preço dos dois combustíveis.

Em fevereiro, a Petrobras voltou a anunciar redução: de 5,4% na gasolina e de 4,8% no diesel. Março foi o primeiro mês desde a nova política de preços que não houve nenhuma alteração. Em abril, houve aumento de 2,2% no preço da gasolina e de 4,3% no diesel. Em 25 de maio, os preços voltaram a mudar de direção, com o anúncio de redução de 5,4% para a gasolina e em 3,5% para o diesel. No dia 14 de junho, foi anunciado novo corte, de 2,3% para a gasolina e em 5,8% para o diesel.

Reajustes mais frequentes com nova política podem trazer alguma volatilidade para o item combustível no IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo), uma vez que os preços irão variar conforme o petróleo e o câmbio. Porém nada que tenha um impacto relevante sobre a inflação, de acordo com analistas.

Os preços dos combustíveis vêm ajudando a aliviar os preços dos transportes e favorecendo a forte desaceleração da inflação. A prévia da inflação oficial mostrou que em junho o item caiu 0,66%, levando a uma queda de 0,1% nos custos de transportes.

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