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A Petrobras reverteu o prejuízo e lucrou mais de 250 milhões de reais no 3º trimestre deste ano

Petrobras tem alta de 11% no ano. (Foto: EBC)

A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 266 milhões no 3º trimestre, informou a estatal nesta segunda-feira (13), revertendo o prejuízo de R$ 16,4 bilhões registrado no mesmo intervalo do ano passado. Com o resultado, a estatal já soma quatro trimestres consecutivos de ganhos.

No 1º trimestre e 2º trimestre do ano, a petroleira teve lucros de R$ 4,45 bilhões e R$ 316 milhões, respectivamente. Em 2016, a Petrobras acumulou prejuízo de R$ 14,8 bilhões, no 3º ano seguido de perdas.

No acumulado do ano, a estatal registra lucro líquido de R$ 5,031 bilhões, ante um prejuízo de R$ 17,3 bilhões.

O presidente da estatal, Pedro Parente, avaliou como “muito positivo” o resultado acumulado dos três trimestres deste ano. “Nós revertemos, portanto, um prejuízo que no ano passado foi de R$ 17 bilhões para um lucro de R$ 5 bilhões”.

Fatores que pressionaram o resultado, segundo a Petrobras

  • Aumento das exportações de petróleo e derivados, a preços mais altos;
  • Menores margens e volume de vendas de derivados no Brasil;
  • Redução de gastos com pessoal e com baixas de poços secos e/ou subcomerciais;
  • Ganho com a venda da NTS no segundo trimestre;
  • Redução do impairment dos ativos (reavaliação do valor);
  • Maiores gastos com programas de regularização de débitos federais.

A dívida líquida da companhia caiu 11% em relação ao mesmo período de 2016, passando de R$ 314,1 bilhões ao fim do primeiro semestre de 2017, para R$ 279,2 bilhões. “A gente já começa a colher os benefícios dos pré-pagamentos, então está havendo uma redução do endividamento”, destacou o diretor financeiro da companhia, Ivan Monteiro.

Após a crise detonada pela Lava-Jato e pela queda dos preços internacionais do petróleo, o endividamento líquido da Petrobras passou de um patamar de R$ 100 bilhões no final de 2011 e chegou a R$ 392 bilhões no final de 2015.

As ações preferenciais da Petrobras fecharam em leve queda nesta segunda-feira, enquanto que o Ibovespa subiu 0,43%.

Reestruturação e venda de ativos

Após a crise detonada pela Lava-Jato e pela queda dos preços internacionais do petróleo, o endividamento líquido da Petrobras passou de um patamar de R$ 100 bilhões no final de 2011 e chegou a R$ 392 bilhões no final de 2015. A dívida líquida da companhia caiu para R$ 295,3 milhões ao fim do primeiro semestre de 2017.

Em abril de 2014, a petroleira calculou em R$ 6,194 bilhões as perdas por corrupção e reduziu o valor de seus ativos em mais de R$ 60 bilhões após ter reavaliado uma série de projetos como a Refinaria Abreu e Lima, o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) e a refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.

Para melhorar suas finanças, a estatal cortou investimentos e iniciou um programa de venda de ativos. Desde 2015, a Petrobras, a Petrobras já levantou R$ 42,5 bilhões (US$ 13,6 bilhões na conta em dólares) em negócios fechados.

Embora ainda não tenha fechado nenhuma nova venda em 2017, a Petrobras ainda prevê arrecadar mais US$ 21 bilhões até 2018 (o equivalente a mais de R$ 65 bilhões) no seu plano de desinvestimentos.

Entre as operações mais aguardadas, está a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora, prevista para ocorrer ainda neste ano.

Dentro do esforço para se recuperar do abalo provocado pela Lava-Jato e resgatar a reputação, a Petrobras anunciou um novo reposicionamento de marca, que estreou nos meios de comunicação do País no último fim de semana.

Desenvolvida pela agência DPZ&T, a nova campanha tem como mote “Uma Jornada pelo Conhecimento” e busca enfatizar a capacidade técnica da companhia no desenvolvimento científico e tecnológico do País.

Ações da Petrobras

No fechamento dos mercados, as ações preferenciais (com prioridade na distribuição de dividendos) da Petrobras caíram 0,48% e as ordinárias recuaram 0,29% nesta segunda-feira (13), em sessão sem rumo para os preços do petróleo no mercado internacional.

No ano, as ações preferências da Petrobras acumulam alta de mais de 11%. A petroleira segue como a 3ª maior em valor de mercado na Bovespa,atrás de Ambev e Itaú Unibanco, com os papéis avaliados em cerca de R$ 224 bilhões.

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