Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2019

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Brasil Polícia diz que tiro de PM matou a menina Ágatha e que não havia confronto no Rio de Janeiro

A menina Ágatha Félix foi baleada no Complexo do Alemão, no último dia 20 de setembro. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A Polícia Civil afirmou nesta terça-feira (19) que não havia tiroteio no momento em que a menina Ágatha Félix foi baleada no Complexo do Alemão, no último dia 20 de setembro. A conclusão do inquérito confirmou que a bala que atingiu a menina saiu do fuzil de um policial militar.

O relatório da perícia contesta o depoimento dos PMs envolvidos na ação – os militares sustentam que revidaram contra uma dupla que passava atirando em uma motocicleta. Para a Polícia Civil, no momento do crime, não havia pessoas armadas além dos policiais.

Ágatha estava no banco de trás de uma Kombi com a mãe quando foi atingida nas costas. Na hora, o veículo estava parado, com o porta-malas aberto. O projétil entrou pela traseira do utilitário, rasgou o forro do assento e feriu a menina.

Trajetória da bala foi refeita

A Delegacia de Homicídios concluiu que nem armados os possíveis suspeitos estavam. “O que nós apuramos é que a motocicleta passou naquele momento em uma certa velocidade e não atirou contra o policial nem contra ninguém”, afirmou o delegado Marcus Drucker.

“O policial atirou contra a motocicleta, a bala bateu no poste, fragmentou, bateu na tampa do motor da Kombi, pesou pelo banco traseiro e atingiu a menina Ágatha fatalmente. A apuração não constatou tiroteio”, detalhou Drucker.

“O que nós apuramos foi que na hora em que a moto passou, o policial que estava ali alega que ele [homem da moto] estava armado. Mas nós provamos que não estava. O policial atirou na motocicleta, pegou no poste e a bala desviou e desceu. Nós provamos que não estavam armados”, disse o delegado Marcus Drucker.

O delegado titular da DH Capital, Daniel Rosa, informou que o PM irá responder por homicídio doloso. No entanto, a prisão não foi requerida pelos investigadores. “Uma investigação muito criteriosa que terminou com o indiciamento desse policial militar que foi responsável pelo tiro. A prisão tem requisitos próprios na Constituição, mas neste caso não apresentou os requisitos. Ele vai responder por homicídio doloso”.

O nome do policial militar que efetuou os disparos não foi divulgado pela polícia. Em nota, a PM informou que o cabo será afastado das atividades nas ruas.

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