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A Polícia Federal pretende concluir as mais de 200 investigações sobre políticos no Supremo até o fim do ano, disse o seu diretor-geral

Foi ampliado o número de delegados. (Foto: Agência Brasil)

O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, afirmou nesta quarta-feira (10) que a corporação pretende concluir até o fim deste ano as mais de 200 investigações sobre políticos e autoridades em andamento no STF (Supremo Tribunal Federal).

A meta foi anunciada à imprensa após uma reunião do diretor com a presidente da Corte, Cármen Lúcia. No encontro, Segovia confirmou a ampliação, de 9 para 17, do número de delegados que atuam nos inquéritos.

Ele informou ainda que os inquéritos da polícia em andamento no STF não são só da Operação Lava-Jato.

“A gente espera no menor prazo possível concluir essas investigações. Não são só inquéritos relativos à Lava-Jato, são mais de 200 inquéritos hoje no STF, metade relativo à Lava-Jato. Hoje já foram convocados 17 delegados para auxiliarem nessas investigações. A gente espera não só concluir os inquéritos no Supremo da Lava-Jato, mas também todas as outras investigações que correm. A nossa meta é concluir todos os inquéritos hoje que estão no STF até o final deste ano”, afirmou Segovia.

Segundo os números mais atualizados, tramitam atualmente 273 inquéritos no STF, sendo 124 exclusivamente da Lava-Jato. Segovia disse que foi ampliado também o número de peritos e investigadores que atuam nos casos, já que há muitos laudos e diligências a serem realizadas.

Segovia reconheceu “ambição” na meta de concluir todas as investigações neste ano, e disse que o resultado também é esperado por Cármen Lúcia. Indagado sobre eventual influência dessas investigações na disputa eleitoral neste ano, o diretor respondeu que a apuração das denúncias é responsabilidade da Polícia Federal.

“A Polícia Federal não teme a investigação, porque esse, na realidade, é nosso atributo maior, que é fazer a investigação e entregar para a sociedade, para o Poder Judiciário, todos os fatos relacionados a essas investigações. Qualquer conclusão que seja da investigação, tem que vir no final, realmente para a Justiça e para o público. Nós trabalhamos para o povo brasileiro e a gente quer justamente a conclusão dessas investigações, para o bem ou para o mal”, concluiu.

Na mesma reunião com Cármen Lúcia, Segovia informou sobre o andamento das investigações da PF sobre a morte do ministro Teori Zavascki, em janeiro do ano passado. Até agora, as apurações indicam que não houve sabotagem na queda do avião em Paraty (RJ).

Caso Temer

Questionado sobre a meta de conclusão de um dos inquéritos, no qual o presidente Michel Temer é suspeito de beneficiar a empresa Rodrimar na concessão de terminais no Porto de Santos, Segovia evitou estipular um prazo para o término, dizendo que isso depende do delegado responsável, Cleyber Malta Lopes.

“Está em andamento o inquérito, foram enviadas as perguntas ao presidente Temer e a gente agora aguarda as respostas das perguntas, para que seja tomado um novo passo na investigação”, disse.

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