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Por causa de uma dívida de dois milhões e meio de reais a Justiça ordenou a penhora de taça do Mundial 2012 do Corinthians

Andrés Sanchez durante coletiva sobre o caso. (Foto: Reprodução/Twitter)

​A Justiça de São Paulo determinou na quinta-feira (8) a penhora da taça do Mundial de Clubes de 2012, conquistada pelo Corinthians após vitória por 1 a 0 contra o Chelsea, no Japão. A decisão veio após processo aberto pelo Instituto Santanense de Ensino Superior, que cobra R$ 2,5 milhões do clube. O troféu será penhorado para ter seu valor avaliado. A informação, publicada inicialmente pelos portais UOL, do Grupo Folha, e ESPN, foi confirmada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Em 2008, a UniSant’Anna, de propriedade do Instituto, tinha um espaço no Parque São Jorge, sede do Corinthians no bairro da zona leste de São Paulo. O local era alugado e servia como campus para a universidade.

No entanto, a faculdade passou a alegar que o clube alvinegro impedia o acesso de alunos e funcionários, o que motivou o instituto a buscar uma indenização na Justiça. Em 2010, o Corinthians foi condenado. Após vários recursos, a instituição tenta até hoje receber os valores aos quais tem direito.

Não é a primeira ação do instituto contra o Corinthians por conta do processo. Em agosto, a entidade quis bloquear o dinheiro da venda de Rodriguinho ao Pyramids FC, do Egito. Já agora em novembro, acusou o clube de fraude junto com a CBF, que antecipou o valor pago ao clube por chegar à final da Copa do Brasil.

Apesar da penhora do troféu, o clube não ficará sem o objeto nesse momento. Por enquanto, o Corinthians está apenas impedido de realizar atividades com a taça, que não pode ser levada para fora do Brasil ou vendida. No futuro, o objeto pode ir a leilão caso a dívida não seja quitada.

Em entrevista coletiva, o presidente Andrés Sanchez ironizou o procedimento judicial.

“Pelo menos o Corinthians tem duas taças de Mundial para penhorar, não é? Temos terreno, ônibus, carro, temos patrimônio. O Corinthians tem dois Mundiais”, disse o dirigente.

“Estava bem adiantado o acordo [entre Corinthians e Instituto Santanense para quitar a dívida], mas os advogados [do Instituto] quiseram uma nota midiática e fizeram isso com a taça do Mundial. O que tiver de pagar, vamos pagar. Os advogados devem torcer para outro time e fizeram isso”, disse Andrés.

Se não quiser fazer o pagamento agora, a principal alternativa para o clube é pedir a substituição do bem penhorado. O Timão também poderia depositar o dinheiro em juízo, oferecer uma garantia bancária, fazer um seguro-garantia, entre outras possibilidades.

Sem acordo

Corinthians e Instituto Santanense tentavam acertar a dívida numa negociação fora dos tribunais, mas isso não irá mais ocorrer.

Desde a semana passada, o processo tem uma nova parte interessada: a Prefeitura de São Paulo, que tem R$ 1.634.887,68 a receber do Instituto Santanense por impostos não pagos.

A procuradoria do município pediu ao juiz do caso que tanto o Instituto Santanense quanto o Corinthians sejam impedidos de realizar qualquer acordo sobre a dívida fora do processo. O juiz determinou que o clube e o Instituto se manifestem sobre o pedido.

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