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Portas fechadas

Na campanha eleitoral do ano passado, a prática do “dá cá” ficou mais difícil. Candidatos e arrecadadores de dinheiro bateram com a cara na porta da maioria dos antigos financiadores. Mesmo assim, alguns se arriscaram, liberando dinheiro como pessoas físicas e vendo seus nomes serem publicados. Agora, com as investigações autorizadas pelo ministro Edson Fachin, será posta tranca de ferro. Quantos empresários vão querer enfrentar o incêndio?

DE ESTARRECER

Vê-se o andar de cima ruir. No andar abaixo, comprimem-se trabalhadores desempregados, doentes com saúde pública precária, escolas sem condições de aprendizado adequado e falta de segurança para garantir o ir e vir.

PRECISA MUDAR

Está equivocada a denominação de Regime de Recuperação Fiscal dos Estados para o projeto a ser votado na Câmara dos Deputados. O mais adequado é chamar de Lei da Falência. Dará sobrevida à situação caótica das finanças do Rio Grande do Sul, de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Em caso de aprovação, a crise não será debelada, apenas postergada, em meio à agonia dos serviços públicos.
Vai se perder a chance de repensar a forma de organização das contas públicas e de criar estruturas de ajuste. Os Estados não têm mecanismos para recuperar fortes quedas nas receitas, enquanto as despesas públicas são difíceis de comprimir, em decorrência de leis e pressões. Aumentar impostos é absurdo e não haverá aceitação. Fica-se na dependência da melhoria das condições da Economia, mas o Produto Interno Bruto tem caído nos últimos anos.

SÓ PODE SER MEDO

O governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, não reconhece a dívida com a União. Antes, exige de Brasília a abertura de negociações para ressarcir dinheiro aos Estados exportadores que aderiram, por força, à Lei Kandir em 1996. A posição de Pimentel é corajosa e, estranhamente, não tem a companhia dos demais governadores.

UM PASSO ATRÁS

Desde o começo deste ano, vários parlamentares se articularam para tentar derrubar a proibição das contribuições de pessoas jurídicas. Alegam que os custos das campanhas à Presidência da República e aos governos estaduais são infinitamente maiores do que para prefeituras e câmaras municipais. Vão desistir da intenção de restabelecer o regime do dinheiro solto, porque o risco poderá levar à prisão.

HÁ 20 ANOS

A 13 de abril de 1997, o governo federal estimou que precisaria de 40 bilhões de reais para sanear 26 bancos estaduais que estavam em grandes dificuldades para sobreviver. Ao analisar o perfil das dívidas, o Ministério da Fazenda concluiu que não poderia destinar sequer um centavo. Muitos empréstimos foram concedidos a empresários sem qualquer aval. Além disso, os governos estaduais eram devedores e havia a possibilidade do não pagamento do que tinham sacado.
Com a privatização da maioria dos bancos estaduais, o dinheiro público acabou sendo preservado.

RÁPIDAS

* A primeira consequência inevitável da divulgação da Lista Janot/Facchin será o de pôr mais lenha na fogueira da recessão.

* Situação difícil de governos é quando encontram três blocos entre parlamentares: a favor, contra e quem dá mais.

* Deu no site: “Marcelo Odebrecht diz que doar para campanha de quem o apoiava era compromisso moral.” Acrescente-se: moral em concordata.

* A população cansou de ouvir que o governo estadual chegou ao fundo do poço. Agora, descobriu que nele existe subsolo.

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