Portugal foi eleito o melhor destino turístico da Europa pela segunda vez

Lisboa, foi escolhida como o melhor destino de cidade. (Foto: Reprodução)

Pelo segundo ano consecutivo, Portugal levou o prêmio de melhor destino da Europa no World Travel Awards, considerado o “Oscar do turismo”. Em 2018, o país de Camões deixou para trás países como Espanha, França, Grécia e Áustria, que também estavam na disputa.

Além do bicampeonato na categoria principal, Portugal faturou ainda outros 35 prêmios relacionados ao universo das viagens.

A capital, Lisboa, foi escolhida como o melhor destino de cidade na Europa em 2018, ficando na frente de pesos-pesados como Amesterdã, Barcelona, Londres, Paris, Roma e Veneza.

Lisboa venceu também, pelo terceiro ano consecutivo, na categoria de melhor porto europeu de Cruzeiros. No ano passado, o número total de passageiros de cruzeiros foi de 521 mil.

Terra natal de Cristiano Ronaldo, a Madeira foi escolhida, pelo terceiro ano consecutivo, como o melhor destino insular no continente europeu.

Em nota, a secretária de Estado do Turismo de Portugal, Ana Mendes Godinho, comemorou o resultado.

“Receber o ‘óscar’ de Melhor Destino Europeu pelo segundo ano consecutivo é algo que nos enche de orgulho e prova que Portugal continua no top das preferências dos turistas internacionais”, disse.

Mais cara

Um estudo colocou em números aquilo que muitos moradores da capital portuguesa já sentiam na pele: está cada vez mais caro morar na cidade.

Lisboa acaba de entrar no ranking das 100 cidades mais caras para se viver da consultoria Mercer, que há mais de duas décadas elabora o levantamento. Agora a cidade é oficialmente a 93ª mais cara do mundo, em uma lista liderada por Hong Kong.

Em um ano, Lisboa subiu impressionantes 44 posições no relatório, que compara o custo de vida em cidades de todo o mundo. Foi a maior alta já registrada na cidade.

“Os fatores que motivam esta alta são sobretudo decorrentes de variações do euro face ao dólar, mas refletem também uma subida de preços generalizada da cidade nas áreas da habitação, restaurantes e combustíveis”, diz a consultoria.

Com o resultado, Lisboa passou a ser mais cara para se viver do que o Rio de Janeiro (99ª posição) e Brasília (158ª).

Lisboa, no entanto, aparece ainda como mais barata do que São Paulo (58ª). A capital paulista, apesar da queda de 32 posições em relação ao ano passado, segue como a cidade mais cara da América Latina.

O ranking de 2018 ano avaliou 209 cidades em cinco continentes para determinar o custo comparativo de mais de 200 itens em cada local, incluindo alojamento, transporte, comida, roupa, bens domésticos e entretenimento.

Luanda, capital de Angola, que era a mais cara do mundo no ano passado, agora está na sexta posição.

Novo e-Tax Free

Os turistas de fora da Europa que fizerem compras em Portugal de valor superior a 50 euros e por isso tenham IVA a recuperar podem fazer a necessária certificação através de novos quiosques eletrônicos localizados no aeroporto e que dispensam as habituais idas aos balcões e as também habituais filas de espera. O novo e-Tax Free é obrigatório desde 1º de julho e pretende, simplificar a vida aos viajantes e, ao mesmo tempo, tornar Portugal “como um destino cada vez mais competitivo nas compras extra-comunitárias”.

A explicação é da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, durante a apresentação do novo mecanismo, na segunda-feira, no aeroporto de Lisboa.

Os turistas que tenham residência de fora da Europa têm o direito a, à saída do território europeu, recuperarem o IVA de compras que tenham efetuado, tendo, para tal, de certificar as faturas respectivas. O e-Tax Free permite que o façam passando no leitor o seu passaporte e assim selecionar as faturas que dão direito a reembolso, bastando, depois, dirigir-se às empresas de intermediação financeira que trabalham no aeroporto para receberem o dinheiro a que têm direito. Só os casos em que surjam dúvidas é que são encaminhados para os balcões dos serviços da AT (Autoridade Tributária e Aduaneira).

Para que o sistema funcione, basta que os turistas tenham associado o seu passaporte à primeira compra e, a partir daí, todas as compras são comunicadas ao Fisco e ao aeroporto, explicou António Mendonça Mendes, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, também durante a apresentação.

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