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Possibilidade de aumento no salário de diretores do Banrisul gera polêmicas

(Foto: Divulgação/Banrisul)

Um possível reajuste nos salários dos novos diretores do Banrisul, que seria de 100%, foi tema de debates na Assembleia Legislativa. Chegando a votação em plenário, nesta terça-feira (14), houve retirada de quórum e o tema não foi apreciado. Porém, o deputado Pedro Pereira (PSDB) e outros parlamentares se manifestaram sobre o assunto na tribuna.

Pereira afirmou que vota contra as indicações, pois os novos diretores, ao assumirem os cargos, aumentariam seus salários em 100%. “A remuneração dos diretores é de R$ 40 mil, com esse aumento passaria para R$ 90 mil. A do presidente é de R$ 50 mil e passaria a ganhar R$ 100 mil”, analisa ele.

O parlamentar ainda afirmou que se posicionaria a favor, caso uma emenda fosse aprovada, mantendo os salários como estão: “Deixo bem claro que não sou contra os nomes, mas reajustar salários com o Estado quebrado é uma verdadeira aberração, uma afronta ao povo gaúcho, aos trabalhadores, aos homens e mulheres. Não serei irresponsável em ajudar a aprovar este absurdo. É um murro na cara dos gaúchos” destacou.

Também comentaram o tema outros deputados, todos demonstrando preocupação com o suposto aumento de salários. Luiz Fernando Mainardi (PT) comparou o valor que os diretores receberão com o vencimento dos professores estaduais, afirmando ser 88 vezes maior. Além disso, disparou que o governador Eduardo Leite escolheu para a presidência do banco “um carioca especialista em privatização”, que receberá um salário de R$ 123 mil por mês e que “parece não terá de trabalhar as 40 horas semanais, podendo retornar para o Rio na quinta-feira”. Seu colega de bancada, Pepe vargas (PT), também indagou sobre o aumento de salário do presidente e diretores do Banrisul sem a votação do piso regional: “onde está a coerência?”, questionou.

Elton Weber (PSB) propôs que a AL passe a deliberar sobre todas as questões que envolvem a indicação dos nomes para o comando de órgãos públicos e estatais. “Cabe à Assembleia aprovar ou não o nome e o currículo dos indicados, mas não seus salários. Não acredito que seja correto só chancelar a vontade do Executivo, sem entrar nas questões de mérito”, observou o parlamentar.

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