Últimas Notícias > Colunistas > Fatos históricos do dia 22 de novembro

Prefere desconhecer

O Congresso Nacional é criticado pelo que faz. Torna-se necessário acrescentar o que não faz. Por exemplo, cumprir o inciso 40 do artigo 49, da Constituição Federal: “Fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos do Poder Executivo, incluídos os da administração indireta”. Quando se dedicou a isso? Não fossem as operações da Polícia Federal, o transatlântico brasileiro continuaria navegando com desvios de rota. Alguns espertos, instalados no convés e tomando uísque, estariam impunemente jogando muito dinheiro ao mar. Nunca se ouviu falar de uma ação popular contra a omissão do Parlamento.

Tudo tem limite

Quando a passividade de eleitores diante da corrupção é levada à complacência, caracteriza-se a cumplicidade.

Boia de salvação

O relator da reforma política na Câmara, deputado federal Vicente Cândido, do PT de São Paulo, incluirá em seu parecer um dispositivo para impedir que candidatos sejam presos até oito meses antes das eleições. Muitos envolvidos em processos vão querer entrar na carona.

Espiral

A dívida pública federal chega este mês a 3 trilhões e 200 bilhões de reais. A previsão é de que suba mais 450 bilhões até o final do ano. Em 2007, estava em 1 trilhão e 300 bilhões.
Toda a vez que os governantes falam em tapar os rombos surge a proposta inaceitável de aumentar impostos. Legítimo palpite infeliz.

Sob mau tempo

A sentença do juiz Sérgio Moro fez desaparecer o conflito entre petismo e lulismo. Lideranças e militantes decidiram voltar ao mesmo barco e enfrentar a tempestade.

Distante no tempo

“No espectro da opinião democrática moderna, cabe uma alternativa socialista e isto deve ser dito e reconhecido”. Foi a síntese da manifestação de Fernando Henrique Cardoso na mesa redonda sobre Política, promovida a 16 de julho de 1977 pela Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência. Vinte anos depois, a esquerda passou a chamá-lo de pai do neoliberalismo.

Desfaçatez

Fisiopólio é a designação dada ao critério de repartições de cargos. O empreguismo vira regra e o interesse público apenas um detalhe menor. Depois, não localizam as causas para os cofres vazios.

Em cartaz

Com o alto patrocínio do dinheiro público, o Senado e a Câmara dos Deputados apresentam espetáculos de hesitações e desencontros.

Na contramão

Sai governo, entra governo, mudam os atores, mas o Dr. Silvana, que se tornou famoso nas revistas em quadrinhos, permanece com a missão de ser do contra. Uma espécie de vilão desavisado, estando ou não com a razão. O personagem foi criado em 1940.

Engessados

Declaração do ditador Raul Castro em sessão da Assembleia de Cuba, sexta-feira à noite: “Seguiremos avançando no caminho escolhido soberanamente por nosso povo”.
Escolha soberana no país de um partido e de um candidato.

Sina de pedintes

Cada vez mais, governadores vão se consultar com fisioterapeutas. A primeira pergunta que ouvem: “Desde quando o senhor tem essa mania de estender o chapéu?”.

Pelo alto falante

Do jeito que anda, os turistas estrangeiros serão recebidos em aeroportos com a mensagem: “Bem vindos ao país da economia anêmica, com problemas sociais endêmicos e vida pública epidêmica”.

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