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CAD1 Presidenciável Ciro gomes ironiza carta de FHC por união: ‘mais fácil boi voar de costas’ 

Ciro Gomes em um ato de campanha no Núcleo Bandeirante, região administrativa de Brasília. (Foto: Reprodução Facebook)

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, ironizou o apelo feito pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) em uma carta que pede a união do centro político nas eleições de 2018.

“É muito mais fácil um boi voar de costas. O FHC não percebe que ele já passou. A minha sugestão para ele, que ele merece, é que troque aquele pijama de bolinhas que está meio estranho por um pijama de estrelinhas. Porque, na verdade, ele está preparando o voto no Fernando Haddad, porque ele não tem respeito a nada e a ninguém, a não ser ao seu próprio ego”, afirmou Ciro em um ato de campanha no Núcleo Bandeirante, região administrativa de Brasília, no Distrito Federal.

A carta do ex-presidente tucano pregou a união de candidatos que “não apostam em soluções extremas”, diante da polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, está estagnado nas pesquisas de intenção de voto e não tem conseguido deslanchar para poder brigar por um lugar no segundo turno.

Durante a madrugada de sexta, após o debate na TV Aparecida na noite de quinta-feira, Ciro já havia atacado FHC ao dizer que ele é “um dos responsáveis pela situação que nós vivemos”.

Na agenda em Brasília, Ciro também criticou o adversário Jair Bolsonaro (PSL) ao afirmar que “só uma pessoa muito inocente, doida para ser enganada, acredita que o Bolsonaro vai dar quinze dias de atenção ao Paulo Guedes”, em referência ao economista da campanha do adversário.

Ele disse, ainda, que a candidatura de Bolsonaro é “salto no escuro”, “destruidor da nação brasileira”.
“A população quer mudar de jeito radical, que está levando parte importante da nossa população ao extremismo, militarista, radicalizado, preconceituoso, que representa a candidatura de um salto no escuro absolutamente destruidor da nação brasileira que é a candidatura do Bolsonaro”, disse Ciro Gomes.

Durante a semana, o conselheiro econômico de Bolsonaro, Paulo Guedes, em encontro com colegas do mercado, havia dito que poderia propor a criação de um imposto nos moldes da CPMF, no lugar de outros cinco tributos, e iria unificar a alíquota do Imposto de Renda em 20%.

As declarações geraram repercussão negativa e Bolsonaro se apressou em ir às redes sociais afirmar ser contra a criação de impostos.

Citando um antigo comercial de xarope, Ciro fez uma comparação: “Tinha uma propaganda no interior do Ceará que era feita pelo Nezinho do Jegue que dizia assim: ‘Só burro não toma Castaniodo’. Só uma pessoa muito inocente, doida para ser enganada, acredita que o Bolsonaro vai dar 15 dias de atenção ao Paulo Guedes”.

“O governo Bolsonaro não acontecerá porque eu vou pedir a Deus que ilumine a minha palavra para proteger o Brasil desse salto no escuro”, disse o candidato do PDT.

 

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